O futebol brasileiro amanheceu em luto nesta segunda-feira (18). Geovani Silva, ídolo eterno do Vasco da Gama e da Seleção Brasileira, faleceu aos 62 anos em Vila Velha (ES), após sofrer uma parada cardíaca. Conhecido como o “Pequeno Príncipe”, Geovani lutava contra problemas de saúde há anos e deixa um legado de classe e elegância nos gramados.
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O ex-jogador chegou a ser socorrido e levado a um hospital local, mas não resistiu. Ele vinha enfrentando complicações motoras decorrentes da polineuropatia e problemas cardíacos severos. O ex-jogador foi homenageado recentemente pelo atual presidente do Vasco, Pedrinho, em um encontro emocionante no início deste ano.
Geovani e a Seleção: Do título mundial sub-20 à prata em Seul
A trajetória de Geovani com a “Amarelinha” é uma das mais brilhantes das divisões de base do Brasil. Em 1983, ele foi o grande protagonista do título do Mundial Sub-20, terminando a competição como artilheiro e eleito o melhor jogador do torneio. Na final, marcou o gol decisivo contra a Argentina.
Anos depois, ao lado de nomes como Romário e Bebeto, Geovani foi peça-chave na conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul (1988) e integrou o elenco campeão da Copa América de 1989, encerrando um jejum de 40 anos do Brasil na competição.
O Pequeno Príncipe de São Januário e a camisa 8 do Vasco
No Vasco, Geovani não foi apenas um jogador, mas uma instituição. Em suas três passagens pelo clube (especialmente na década de 80), ele formou trios históricos com Roberto Dinamite e Romário.
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O apelido “Pequeno Príncipe” fazia jus à sua forma de jogar: Geovani parecia flutuar em campo, com passes milimétricos e uma visão de jogo que o colocava à frente de seu tempo. Uma referência ao livro homônimo de Antoine de Saint-Exupéry.
- Títulos pelo Vasco: Pentacampeão Carioca (1982, 1987, 1988, 1992 e 1993);
- Números: 408 jogos e 49 gols marcados;
- Legado: Foi o responsável por dar mística à camisa 8 do Cruz-maltino, muito antes de Juninho Pernambucano.
Carreira internacional e retorno às origens no Espírito Santo
Além do sucesso no Brasil, Geovani defendeu as cores do Bologna, na Itália, e teve passagens pela Alemanha e México. Contudo, seu coração sempre esteve no Espírito Santo.
Já no fim da carreira, retornou para fortalecer o futebol capixaba, vestindo as camisas da Desportiva Ferroviária, clube que o revelou, Rio Branco, Serra e Tupy. Após pendurar as chuteiras em 2002, Geovani também foi deputado estadual no Espírito Santo.
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“Se eu estou vivo é para comemorar”, disse Geovani em sua última homenagem pública em fevereiro de 2024. Hoje, o futebol comemora sua vida, mas chora sua partida.











