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Atenção extra

Mais ativos no verão, aranhas, serpentes e escorpiões exigem cuidado durante a temporada

Ano passado, foram 7,6 mil acidentes com esse tipo de animal no Estado, segundo dados divulgados pela Vigilância Epidemiológica

23/01/2017 - 09h01 - Atualizada em: 23/01/2017 - 12h54

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Por Redação NSC
(Foto: )

Pelo menos 7,6 mil acidentes causados por animais peçonhentos foram registrados em Santa Catarina em 2016. As aranhas lideram o ranking, mas as serpentes respondem pela maior parte dos casos graves (44%). No verão, o cuidado com esses e outros animais, como escorpiões, lagartas e abelhas, deve ser redobrado, já que o número de casos aumenta na estação.

Taciana Seemann, bióloga do Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina (CIT/SC), explica que nos meses quentes esses animais ficam mais ativos, pois aumenta seu metabolismo, e se alimentam com mais frequência, então saem mais dos abrigos. Além disso, são nesses meses que ocorre o período reprodutivo, principalmente, das serpentes. A responsável pela área técnica na Gerência de Vigilância de Zoonoses (Gezoo) de Santa Catarina, Ivânia da Costa Folster, acrescenta ainda que muitos desses acidentes acontecem porque a população também fica mais exposta, frequentando mais as praias e trilhas.

O diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), Eduardo Macário, reforça que os acidentes, por mais que sejam lesões leves, são preocupantes porque têm potencial inclusive para levar a óbito, como é o caso da aranha-marrom, responsável por 33% dos acidentes com aranhas no Estado. As picadas delas são mais comuns no Planalto Norte. Já as serpentes, que causam acidentes mais graves, aparecem mais nas trilhas do litoral. As espécies mais comuns no Estado são a coral e jararaca.

Os especialistas alertam que o acúmulo de lixo, restos de entulhos e pilhas de telhas e madeiras no terreno são abrigos certos para animais peçonhentos, por isso é importante manter os ambientes limpos. A proximidade de matas e terrenos baldios também requer atenção. Em regiões onde há enchentes o risco também é grande, pois esses animais são obrigados a deixarem seus habitats em busca de um novo local, quando se refugiam, muitas vezes, dentro das casas.

Nos casos mais graves é importante usar soro para o tratamento, que varia conforme a espécie. Macário reforça que, assim como no país todo, o Estado trabalha com a quantidade de soro no limite. Isso torna fundamental saber exatamente qual o animal e a gravidade. Para isso, é importante a vítima ficar atenta nas características do animal e se possível tirar uma foto. A captura não é indicada, reforça o diretor.

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