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    Medalhistas na Rio-2016 disputam campeonato de bocha paralímpica em Blumenau

    Competição nacional ocorre no Setor 2 do Parque Vila Germânica até sábado

    03/12/2016 - 04h01

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    Por Redação NSC
    Josivan Peixoto (C), do Rio Grande do Norte, é um dos destaques da competição. Além dos bons resultados, o paratleta chama a atenção por lançar a bola com os pés
    Josivan Peixoto (C), do Rio Grande do Norte, é um dos destaques da competição. Além dos bons resultados, o paratleta chama a atenção por lançar a bola com os pés
    (Foto: )

    O nome do esporte é bocha. Mas deixe de lado o pensamento sobre a cancha do Bar do Zé que fica ali na esquina. Essa é uma bocha diferente. A começar pela maneira com que é jogada, em cadeira de rodas, e também pelo fato de já ser uma respeitada modalidade olímpica, que abrange atletas com as mais diferentes deficiências.

    O blumenauense tem até este sábado a chance de prestigiar os melhores jogadores do Brasil e até mesmo alguns que conquistaram medalhas nos Jogos Rio-2016. Isso porque o Setor 2 do Parque Vila Germânica recebe o Campeonato Brasileiro Individual de Bocha Paralímpica, que envolve gente que subiu ao pódio três meses atrás no Rio de Janeiro, como Dirceu Pinto.

    - Blumenau já é uma cidade que tem força no paradesporto, a gente percebe isso nas competições que disputamos pelo país. O fato de trazermos uma competição desse tamanho para cá aumenta a exposição do esporte e mostra às pessoas com deficiência que a vida não acabou - afirma Dirceu, prata na classe BC4 da última paralimpíada.

    A decisão do Brasileiro da modalidade, neste sábado, ocorre paralelo à data em que é lembrado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Para Eliseu Santos, medalha de prata no Rio de Janeiro, a data vem ao encontro de uma coincidência para que cada vez mais as pessoas respeitem o paradesporto como algo de rendimento, e não como um simples passatempo.

    - O que nós fazemos não é brincadeira. É um trabalho sério que envolve treinos e principalmente a família. Não é algo que fazemos somente para gastar o tempo de cada dia, e sim para buscar o nosso melhor - avalia Eliseu.

    A competição é um dos atalhos para que os paratletas conquistem o Bolsa Atleta do governo federal. Os três primeiros colocados nas classes BC1, BC2, BC3 e BC4 receberão uma fonte de renda que surge como motivação para aqueles que tentarão vagas em Tóquio, daqui a quatro anos. No total, 61 jogadores disputarão o título em quatro categorias.

    Espaço para vivência incentiva a inclusão

    Uma ação diferente e que incentiva a inclusão foi montado na Vila Germânica pelas entidades que trabalham com o paradesporto em Blumenau: é o espaço de vivência, onde pessoas sem deficiência podem experimentar modalidades paralímpicas, como basquete sobre cadeira de rodas, tênis sobre cadeira de rodas e a própria bocha.

    Para participar basta entrar em contato com qualquer um dos organizadores onde ocorrem as disputas, no setor 2 da Vila Germânica.

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