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    Michele Vaz Pradella: "'Novelas podem mudar a História?"

    Em Novo Mundo, algumas "licenças poéticas" foram usadas para agradar ao público

    19/08/2017 - 06h00 - Atualizada em: 21/06/2019 - 21h40

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    Por Redação NSC
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    Existe limite para a tal "licença poética"? Não é fácil adaptar fatos da História para a teledramaturgia, afinal, existem provas documentais daquilo que realmente aconteceu ou não.

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    Em Novo Mundo, por exemplo, fatos históricos se misturam a personagens e situações criadas pelos autores, Thereza Falcão e Alessandro Marson. O triângulo amoroso formado por Dom Pedro (Caio Castro), Leopoldina (Letícia Colin) e Domitila (Agatha Moreira) vem movimentando as emoções do público. Quem acompanha a trama odeia a amante do príncipe com todas as forças e morre de raiva a cada armação dela. Já a princesa do Brasil é a queridinha dos telespectadores e todos torcem para que ela tenha um final feliz.

    Tragédia histórica

    É aí que se esbarra em um problema histórico, literalmente. A verdadeira Leopoldina teve uma morte trágica e precoce, depois de muitas humilhações e, há rumores, até agressões que sofria do marido. Domitila seguiu como amante de Dom Pedro por algum tempo, mesmo após a viuvez dele. Na novela, os autores já optaram por contar a história de Leopoldina até certo ponto, poupando o público do final infeliz. Mas que destino reservarão a Domitila, que todos clamam para que seja castigada? Vale acompanhar para ver se a ficção será fiel à História.

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