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Esporte

Museu da História do Futebol chega em SC com acervo avaliado em R$ 3,8 milhões

Entre réplicas e originais são 2,5 mil itens em exposição a partir de 1º de março

23/02/2019 - 06h20

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Guto
Por Guto Marchiori
Jules Soto é o curador responsável pelo Museu da História do Futebol
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O som da torcida guia o espectador. No lugar do estádio lotado está o labirinto com pouca luz, mas muita informação histórica. O apaixonado pelo futebol ganha, a partir de sexta-feira, o Museu da História do Futebol, em Porto Belo, no litoral de Santa Catarina. Um lugar que garante o retorno ao passado por algumas horas a fim de contemplar o que de melhor aconteceu nas Copas do Mundo desde 1930.

O espaço no Porto Belo Outlet Premium, às margens da BR-101, segue os padrões do Conselho Internacional de Museus da Unesco, tem 660 metros quadrados, mas que chega a 2,3 mil metros quadrados a considerar apenas a área de exposição, disposta no formado de labirinto. O curador Jules Soto explica a motivação e a importância do projeto voltado à cultura.

– É um projeto diferenciado. Santa Catarina vai ganhar uma casa do esporte. E esporte é cultura, educação e ensino. No Brasil existe um ranço por conta do que se gasta com o futebol. Temos que promover o esporte. Nossos jovens têm que gostar do esporte e impulsionar isso. E abertura do museu coroa essa situação em geral – fala Soto.

Entre réplicas e peças originais, que são 95% do acervo, o Museu da História do Futebol tem 2,5 mil itens, que juntos são avaliados pela quantia de R$ 3,8 milhões. Entre eles se destaca a faixa de campeão da Seleção Brasileira no primeiro dos cinco títulos da Copa do Mundo, conquistado em 1958, na Suécia. Ainda aparece chuteiras, camisas de jogadores como Pelé, Zico, Platini, Ronaldo, Zidane, Messi, Neuer, entre outros, autografadas e utilizadas em jogos pelos Mundiais.

– É um trabalho de colecionista. Sempre juntei peças das mais variadas áreas como investimento particular. Tudo aqui foi adquirido, é tombado e numerado, com registro e procedência. Busquei peças na Europa, Argentina e Uruguai. O acervo está cedidos em comodato e vai seguir aqui, pois criamos um conceito novo junto a um centro comercial. Muitos itens serão espalhados fora do museu de forma gratuita – diz o curador.

Museu
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Soto deixa claro que o conceito de exposição do Museu da História do Futebol, em Porto Belo, é diferente do Museu do Futebol, localizado no Pacaembu, em São Paulo. O primeiro trata de peças físicas, enquanto o segundo é basicamente composto por materiais em realidade virtual. Por isso, Soto considera que está diante do maior acervo de futebol das Américas e um dos maiores do mundo, atrás do apenas do Museu Nacional do Futebol, que fica em Manchester, na Inglaterra.

– O Museu do Futebol foi um marco pela proposta, mas é formado por um acervo virtual. Imagens digitalizadas e licenciada, mas sem o contato com as peças. Respeitamos, mas não é a nossa proposta. A gente constrói em cima do acervo, que é a base do museu. A energia da peça que foi utilizada em uma Copa. Vemos esse efeito no público. É o maior acervo exposto sobre futebol das Américas, desde o Alasca à Terra do Fogo – completa Soto.

As visitas ao Museu da História do Futebol, em Porto Belo, podem ser realizadas a partir de sexta-feira. O local fica aberto de terça-feira a domingo, das 13h às 21h.

PRINCIPAIS PEÇAS EM EXPOSIÇÃO

1- Faixa de campeão da Copa 1958

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Comprada junto à família de Mazola. A faixa de Pelé, por exemplo, foi vendida por 45 mil libras (R$ 220 mil) em leilão realizado em Londres.

2- Camisa do Uruguai usada na final da Copa 50

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A chamada "mosca branca", termo dado pelos museólogos a uma peça rara. Há apenas outras duas no mundo que estão no Centenário, em Montevidéu.

3- A defesa de Gordon Banks

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Foi feita na Copa de 1970. No quadro, a foto se torna mais valiosa com as assinaturas dos protagonistas do lance histórico: Pelé e Banks.

4- Bola final da final da Copa 78

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Tem o autógrafo dos jogadores de Argentina e Holanda, que duelaram pelo título Mundial. É um dos itens considerados raros pelo curador.

5- Camisa autografada por Pelé

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A peça é do último jogo oficial de Pelé pela Seleção Brasileira, em 1971, no empate por 2 a 2 contra a Iuguslávia, no Maracanã.

6- Chuteiras e foto de Dí Stefano

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Mais uma "mosca branca". Uma foto autografada pelo argentino e, junto, as chuteiras que ele estava usando no momento exato do clique.

7- Camisa com autógrafo de Maradona

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A peça usada pelo craque argentino na Copa de 1986, no México, está assinada pelo ex-jogador. Considerado artigo de luxo no museu.

8- Camisa do tetra da Seleção

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Galvão Bueno eternizou o "é teeeetra" e no museu tem um pedaço dessa conquista. Está assinada por todos os jogadores e comissão técnica.

9- Camisa do penta da Seleção

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No Mundial da Coreia do Sul e Japão, em 2002, Ronaldo foi artilheiro com oito gols. A camisa é dele, mas com autógrafo de todos os atletas.

10- Camisa da Alemanha usada no 7 x 1

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Os alemães decretaram o maior vexame brasileiro em Copas. A camisa usada por Schweinsteiger naquele dia está autografada pelos jogadores.

Serviço

Museu da História do Futebol

Abertura à visitação: 1º de março (sexta-feira)

Onde: Porto Belo Outlet Premium (BR-101, KM 159, sentido Norte, Porto Belo)

Funcionamento: Diariamente das 13h às 21h.

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Crianças com até 3 anos não pagam.

Classificação: Crianças com até 10 anos somente acompanhadas dos pais ou responsáveis

Grupos de visitantes: Agendamento com Rômulo pelo e-mail maio@univali.br. Permitida a entrada com animais somente no colo com exceção de cães-guias que são permitidos por lei

Estacionamento: Gratuito

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