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    'Não adianta contratar quatro e só um dar certo. Não temos essa margem de erro', diz novo técnico do JEC

    VÍDEO: Confira a entrevista coletiva na qual Rogério Zimmermann foi apresentado 

    14/09/2017 - 14h56 - Atualizada em: 21/06/2019 - 21h37

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    Apresentado na tarde desta quinta no CT do Morro do Meio, o técnico Rogério Zimmermann, novo comandante do Joinville, esbanjou lucidez na sua primeira entrevista coletiva. Ciente das mudanças que serão promovidas pela direção no grupo de jogadores, o gaúcho alertou que será preciso tempo para que o JEC mostre força sob sua gestão.

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    - Não sei se há expectativa de que no dia 8 (de outubro, estreia da Copa Santa Catarina), a equipe esteja melhor do que no Estadual ou na Série C. Se isso acontecer, algo está errado e o Tite estará ameaçado - ironizou.

    Rogério Zimmermann quer usar a competição para dar oportunidade a jovens atletas e avaliar os remanescentes. Ele, inclusive, descartou a obrigação de ser campeão do torneio, que contará com Tubarão, Inter de Lages e Brusque.

    - Não foi me colocada esta condição (ser campeão da Copinha). Estamos pensando num trabalho para 2018, que começa agora. E o processo será lento. Não quero prometer coisas - reforçou, voltando a alertar a necessidade de tempo para trabalhar.

    O curioso é que, ao mesmo tempo em que valoriza a continuidade, Rogério Zimmermann terá de mostrar soluções rápidas no JEC. O contrato do treinador é válido só até abril em razão do fim do mandato do presidente Jony Stassun. A ideia é dar a nova gestão a oportunidade de buscar um novo técnico, caso não se aprove o trabalho de Rogério.

    - Poderíamos fazer um contrato de dois anos e, daqui a pouco, as coisas não funcionarem e eu sair já na Copa (Santa Catarina). O tempo de contrato nunca foi fundamental. O importante é trabalhar a longo prazo a ideia, o planejamento. Isso (o contrato) não vai ser um empecilho. Quando trabalho num clube, penso que vou ficar dez anos nele.

    Sem pressa nas contratações

    Outro processo que irá demorar no Joinville é o de contratações para a próxima temporada. Neste momento, a ideia do Tricolor é reduzir a folha salarial para R$ 120 mil mensais. Num grupo formado por 30 atletas, a média salarial seria de R$ 4 mil, valor bem abaixo dos padrões do futebol brasileiro.

    Para Rogério Zimmermann, antes de sair às "compras", é preciso entender o que o clube quer. O próprio Rogério admitiu ainda estar ouvindo os dirigentes do JEC sobre os planos para 2018.

    - A primeira coisa antes de procurar atletas é ver quem está aqui. Posições, carências, traçar o perfil que queremos. Indicar jogador é coisa mais simples. Primeiro, vamos conhecer a realidade do clube, as ambições do clube. A ideia (de contratações) tem que ser do clube, não minha. Qual perfil, o poder de investimento, essas coisas.

    O discurso do treinador, alinhado à uma realidade ideal para o futebol, vai justamente na contramão do que era feito no Joinville nos últimos três anos. De 2015 até este ano, foram feitas 99 contratações.

    - Não adianta contratarmos quatro ou cinco antes e só um dar certo. Não temos essa margem de erro - apontou o treinador.

    Rogério Zimmermann vai começar os trabalhos de campo no JEC na manhã desta sexta-feira. A estreia no comando do time ocorrerá no dia 8 de outubro, contra o Tubarão, na Arena.

    Confira a entrevista coletiva

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