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VAR

Novidade na final do Catarinense 2018, árbitro de vídeo pode ser acionado em quatro situações

Rafael Traci, da Federação Paranaense, e Carlos Berkenbrock serão os operadores do sistema

06/04/2018 - 04h10

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Por Redação NSC
Árbitros estiveram em treinamento no ano passado em curso da CBF
Árbitros estiveram em treinamento no ano passado em curso da CBF
(Foto: )

Autorizado pela Fifa por meio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o sistema de vídeo-arbitragem (VAR, na sigla em inglês) vai entrar em ação para minimizar os erros na disputa do título entre Chapecoense e Figueirense, domingo às 16h na Arena Condá, pela final do Campeonato Catarinense 2018.

Durante os 90 minutos, o árbitro é livre e pode pedir o VAR quantas vezes achar necessário, porém essa operação é liberada em quatro ocasiões: gols, pênaltis, cartões vermelhos e erro de identificação de jogadores. Além da consulta aos auxiliares de vídeo, o juiz pode visualizar as imagens em um aparelho localizado ao lado do campo. A última palavra é sempre dele.

– A arbitragem de vídeo (um árbitro e um auxiliar) é indicada pela CBF. Todos os que estarão envolvidos na final passaram pelo treinamento no ano passado – disse o diretor do departamento de arbitragem Marco Antônio Martins.

O custo operacional do VAR para todo o Catarinense era estimado no valor de R$ 2,7 milhões - algo em torno de R$ 30 mil por partida. Na decisão, porém, o valor para uma única utilização será maior. Martins explica que isso se dá pelo confronto do título acontecer no Oeste de Santa Catarina.

– Não está definido essa situação de valor, mas pela logística acredito que passe do que projetamos no início do ano. A final será em Chapecó, então temos que considerar que a operação será feita de lá e isso gera um custo adicional que não estávamos prevendo – completou.

De acordo com a Internacional Board, órgão da Fifa responsável pelas regras do futebol, em 8% dos casos o VAR foi decisivo no resultado final e o tempo perdido com as consultas representa menos de 1% do total do jogo. Em apenas 5% das análises o vídeo deixou passar um erro claro e manifesto. O sistema está no futebol desde 2016 e estará presente na Copa do Mundo da Rússia neste ano.

Confira as situações em que o VAR pode ser consultado

Gols

O árbitro de vídeo analisa a imagem para saber se existe alguma irregularidade no lance (seja falta, infração ou impedimento). A partir daí o juiz de campo valida ou não o lance.

Pênaltis

Em caso de dúvida de falta ou infração dentro ou fora da área para que a marcação da penalidade seja realizada de maneira correta.

Cartões vermelhos

Em situação de dúvida se tal jogada de falta ou infração é merecedora de expulsão, o árbitro pede o auxílio do vídeo. Essa situação, porém, não cabe ao segundo cartão amarelo.

Erro de identidade de jogadores

Em alguns lances com a participação de muitos jogadores, o árbitro não sabe quem fez a falta ou não vê o que acontece. Os assistentes de vídeo podem ajudá-lo a determinar quem cometeu a falta para não para advertir ou expulsar o jogador errado.

Veja a escala de arbitragem da final do Catarinense 2018

Chapecoense x Figueirense

Domingo às 16h, na Arena Condá

Árbitro: Bráulio da Silva Machado

Auxiliares: Kleber Lúcio e Helton Nunes

Quarto árbitro: Rodrigo D'Alonso Ferreira

Quinto árbitro: Eli Alves Sviderski

Árbitro de vídeo: Rafael Traci

Assistente de vídeo: Carlos Berkenbrock

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