A tarde de abertura da Copa do Mundo na Cidade do México entregou aos torcedores uma das histórias de superação mais emocionantes do esporte recente.
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Na vitória do México por 2 a 0 sobre a África do Sul, no Estádio Azteca, o atacante Raúl Jiménez, de 35 anos, foi às lágrimas ao balançar as redes no segundo tempo. O gol, além de selar os primeiros três pontos da seleção anfitriã no Grupo A, marcou o primeiro de Jiménez na história das Copas do Mundo.
O jogador se recuperou de um grave acidente após um choque com um brasileiro. A história de superação é especial, pois o jogador corria o risco de nunca mais jogar futebol e sua vida chegou a ser ameaçada por conta da gravidade das lesões.
O lance que colocou sua vida em risco
O roteiro escrito no gramado do Estádio Azteca contrasta drasticamente com o drama vivido pelo jogador em novembro de 2020, quando defendia o Wolverhampton, da Inglaterra.
Durante uma partida contra o Arsenal, Jiménez teve um violento choque de cabeça com o zagueiro brasileiro David Luiz, levando a pior e caindo desacordado em campo.
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O diagnóstico médico foi grave: uma fratura craniana com uma pequena hemorragia interna que exigiu uma cirurgia de emergência e levou os médicos a afirmarem que era um milagre ele ter sobrevivido.
A longa volta aos gramados e a barreira do medo
O processo de recuperação arrastou-se por quase um ano, cercado de incertezas sobre se o atacante teria condições clínicas e psicológicas de voltar aos gramados.
Para poder retornar ao futebol profissional, Jiménez passou a utilizar uma faixa de proteção craniana acolchoada desenvolvida sob medida, acessório que o acompanha até hoje nas partidas.
O atacante recentemente voltou ao Wolverhampton, que atualmente disputa a segunda divisão inglesa, depois de três anos no Fulham. Na seleção, recuperou a titularidade sob o comando do técnico Javier Aguirre.
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A redenção final com a cabeça no Azteca
O retorno ganhou contornos de justiça poética para a imprensa mexicana devido à forma como o lance decisivo se desenhou no segundo tempo.
O gol da redenção veio justamente através de um forte cabeceio de Jiménez, que, por ironia do destino, foi o ponto exato da lesão que por pouco não encerrou sua carreira.
Para aumentar ainda mais a noite mágica, o atleta dedicou o gol ao pai, Raúl Jiménez Vega, falecido em março deste ano, consolidando a partida como o capítulo definitivo de sua ressurreição no futebol.
