O atacante Neymar teve lesão confirmada nesta quinta-feira (28), durante o primeiro dia de treinos pela Seleção Brasileira. O camisa 10 foi diagnosticado com uma lesão grau 2 na panturrilha em anúncio realizado pelo médico do Brasil, Rodrigo Lasmar.

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O departamento médico da Seleção Brasileira estipulou um prazo de duas a três semanas para o retorno do atacante, já estava machucado antes da convocação.

Segundo a primeira avaliação do Santos, a expectativa era que o jogador estivesse apto para iniciar os treinamentos no dia 27, o que acabou não se confirmando na prática.

O médico Rodrigo Lasmar revelou que a lesão não se trata de um edema, tornando a situação clínica do atacante o principal foco de atenção da comissão técnica.

O que é uma lesão grau 2 na panturrilha?

A panturrilha funciona como o “amortecedor” e o “motor de arranque” da perna. O estiramento acontece quando o jogador faz um movimento brusco (como uma arrancada, um salto ou uma mudança repentina de direção) e as fibras do músculo esticam além do seu limite elástico natural, sofrendo danos.

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Na medicina esportiva, essas lesões são classificadas em três níveis:

  • Grau 1 (Leve): Apenas um alongamento excessivo com microlesões. A dor é suportável e a recuperação é rápida (1 a 2 semanas).
  • Grau 2 (Moderada): Há uma ruptura parcial das fibras musculares e, às vezes, do tendão. É aqui que Neymar se encontra. Existe sangramento interno, inflamação aguda e perda considerável de força (2 a 3 semanas).
  • Grau 3 (Grave): Ruptura total do músculo. Requer meses de recuperação e, frequentemente, cirurgia.

Quando um atleta sofre uma lesão grau 2 na panturrilha, sente como se tivesse levado um golpe forte ou uma pedrada na parte de trás da perna no momento do arranque. Além disso, torna-se difícil caminhar ou colocar o peso do corpo no calcanhar sem mancar.

Como é feito o tratamento da lesão de Neymar?

O tratamento inicial segue o protocolo clássico para frear o sangramento e a inflamação: gelo, compressão, perna elevada e repouso absoluto da musculatura. Inclusive, é normal o atleta costuma usar bota ortopédica e muletas nos primeiros dias, o que não foi reportado pelo departamento médico do Santos.

Também podem ser utilizadas câmara hiperbárica (respirar oxigênio puro em ambiente pressurizado acelera a regeneração celular), equipamentos de laser, ultrassom e correntes analgésicas para reduzir o edema e estimular a cicatrização das fibras rompidas o mais rápido possível, sem deixar “cicatrizes” grossas no músculo (fibrose), que poderiam causar novas lesões.

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Veja o anúncio da lesão de Neymar na Seleção Brasileira

*Sob supervisão de Marcos Jordão