Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, as principais seleções do planeta entram em campo pressionadas pelo tempo longe da taça mais cobiçada.
Continua depois da publicidade
Enquanto algumas equipes nacionais convivem com secas que já duram mais de meio século, outras tentam manter a soberania conquistada nas edições mais recentes.
O peso da cobrança varia bastante entre as oito federações que já conquistaram o mundo, por ser o jejum um fantasma que assombra até os elencos mais qualificados.
Abaixo, listamos o tempo de espera de cada um dos países campeões mundiais em ordem crescente, terminando na maior seca do futebol internacional.
Argentina — 4 anos de jejum
A seleção sul-americana quebrou uma longa espera na edição do Catar ao coroar a carreira de Lionel Messi com a terceira estrela do país.
Continua depois da publicidade
A equipe garantiu o título após uma final emocionante contra a França que terminou empatada por 3 a 3 no tempo regulamentar.
A vitória argentina veio na disputa de penalidades máximas, por ser aquela partida considerada por muitos analistas como a maior decisão de todos os tempos.
França — 8 anos de jejum
A seleção francesa demonstrou uma enorme superioridade física e tática para conquistar a sua segunda estrela do Mundial na edição de 2018, na Rússia.
O elenco repleto de estrelas garantiu o troféu após superar a surpreendente seleção da Croácia, de Luka Modric pelo placar de 4 a 2 na final.
Continua depois da publicidade
O torneio marcou a explosão do jovem atacante Kylian Mbappé no cenário internacional, por ser ele a grande referência da equipe que dominou o ciclo europeu.
Alemanha — 12 anos de jejum
A última grande alegria dos torcedores alemães aconteceu nos gramados brasileiros durante a marcante campanha desenvolvida no ano de 2014.
A equipe europeia sobrou fisicamente na competição e carimbou a sua vaga para a decisão após aplicar a histórica goleada de 7 a 1 sobre os donos da casa.
O tetracampeonato foi decidido na prorrogação com um gol do atacante Mario Götze contra a Argentina, por ser aquele o ápice da geração germânica.
Continua depois da publicidade
Espanha — 16 anos de jejum
A seleção espanhola encantou o mundo ao apresentar um estilo de jogo baseado na posse de bola extrema e na troca constante de passes curtos.
A consagração desse modelo tático aconteceu na edição de 2010, disputada pela primeira vez no continente africano, na África do Sul.
A Fúria ergueu a sua primeira taça ao vencer a Holanda por 1 a 0 com gol de Andrés Iniesta na prorrogação, por ser aquele o período mais vencedor do país.
Itália — 20 anos de jejum
A esquadra italiana alcançou o tetracampeonato mundial na edição de 2006, montando uma das defesas mais sólidas e eficientes da história moderna.
Continua depois da publicidade
A campanha na Alemanha terminou com uma final cercada de tensão contra a França, marcada pela expulsão do craque Zinedine Zidane.
A Itália garantiu o troféu na disputa por pênaltis, por ser aquela a última grande exibição da tradicional geração comandada pelo zagueiro Fabio Cannavaro.
Brasil — 24 anos de jejum
A Seleção Brasileira vive o mesmo tamanho de seca que antecedeu a conquista do tetracampeonato mundial na década de 1990.
O último título canarinho aconteceu em 2002 na Coreia do Sul e no Japão, sob a liderança técnica da dupla formada por Ronaldo e Rivaldo.
Continua depois da publicidade
O time comandado por Luiz Felipe Scolari venceu a Alemanha por 2 a 0 na grande decisão; aquela foi a última campanha de aproveitamento 100% no torneio.
Inglaterra — 60 anos de jejum
A seleção inglesa vive a maior seca entre todas as equipes que já conseguiram levantar o troféu do Mundial na história do futebol.
A única conquista do país aconteceu no ano de 1966, quando os inventores do esporte jogaram dentro de seus próprios domínios.
A final terminou com uma vitória polêmica por 4 a 2 contra a Alemanha Ocidental, por ser aquele o jogo marcado pelo gol fantasma na prorrogação inglesa.
Continua depois da publicidade
Uruguai — 76 anos sem Copa do Mundo
A situação do Uruguai conta com uma divisão estatística importante na história da Fifa por conta das conquistas anteriores ao modelo moderno.
A Celeste conquistou o Mundial de 1950 no histórico Maracanazo contra o Brasil, alcançando depois o título do Mundialito de 1980 na virada do ano seguinte.
Se contabilizarmos apenas o principal torneio de seleções, a seca uruguaia atinge a marca de 76 anos sem dar a volta olímpica no planeta.