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Opinião 

Paixão Azurra: vexame em forma de coletiva

Colunista Vinícius Bello opina diariamente sobre os assuntos do Leão da Ilha

13/03/2020 - 08h13

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Vinícius
Por Vinícius Bello
avaí
(Foto: )

Pela primeira vez em quase um ano o Avaí conseguiu três vitórias seguidas, apesar do dever de analisar a dificuldade da competição e os adversários. O clima era para ser bom, de recuperação. Porém, além de as atuações nos últimos jogos deixarem a desejar, tivemos que presenciar dois jogadores fazendo gestos para o torcedor após a vitória do último domingo contra o Juventus.

Já relatamos aqui na coluna que, tratando-se inclusive de jogador novo que sequer foi criticado, como o caso do Rildo, há uma demonstração clara de que o tipo de gesto deriva de um sentimento enraizado internamente no Avaí: a torcida é vista mais como empecilho do que como grande motivador.

Desde que o mandatário maior do clube, na primeira partida do ano, diminuiu o papel do torcedor – sem contar todos os lamentáveis episódios do ano passado – ficou uma mensagem interna muito clara, demonstrada também na péssima coletiva de ontem concedida por Rildo e Capa. O que deveria ser, na teoria, uma coletiva para apenas pedido de desculpas dos dois aos torcedores, foi de “justificativa”.

Rildo confirmou os gestos e disse que “não houve desrespeito” pois foi para “dois ou três” que estavam criticando Capa antes do jogo. Frases como “tem gente que torce contra” não condizem com uma postura profissional e de respeito que tem que existir para com o maior patrimônio do clube. Quando os dirigentes não dão o exemplo, infelizmente, acaba afetando toda a visão interna. O torcedor avaiano, hoje, não se sente respeitado pelo clube. É preciso reparar isso para ontem. E definitivamente esse tipo de coletiva não é o caminho.

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