O ápice do futebol reside no gol, mas poucas façanhas superam o impacto de um hat-trick. Marcar três vezes em uma única partida de Copa do Mundo eleva o status de qualquer atleta ao nível de lenda. Ao longo das edições do torneio, esses momentos registraram recordes de precocidade e longevidade e consagraram a genialidade de craques mundiais e brasileiros.

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Na edição de 2026, com sede dividida entre os Estados Unidos, o México e o Canadá, os torcedores testemunharam o mais novo capítulo dessa lista seletiva. Lionel Messi estreou com a Argentina no Grupo J, quebrando marcas históricas e redefinindo os limites do esporte.

O pioneirismo em 1930 e o recorde quebrado em 2026

A tradição dos hat-tricks começou na edição inaugural da Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. O atacante americano Bert Patenaude se tornou o primeiro jogador a marcar três gols em um jogo do torneio, na vitória por 3 a 0 dos Estados Unidos contra o Paraguai.

Embora a autoria de um dos gols tenha gerado debate por décadas, a FIFA reconheceu oficialmente o feito de Patenaude, inaugurando a galeria de artilheiros triplos.

No outro extremo dessa linha do tempo, a Copa do Mundo de 2026 registrou o feito mais recente. Em Kansas City, Lionel Messi liderou a vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia. O camisa 10 quebrou um tabu pessoal ao marcar seu primeiro hat-trick em Copas, justamente em sua sexta participação no torneio.

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O desempenho de Messi em solo norte-americano não garantiu apenas os três pontos para os atuais campeões do mundo, mas também estabeleceu um novo recorde de idade na competição.

Ao balançar as redes três vezes aos 39 anos, o craque argentino assumiu a liderança histórica de longevidade no torneio.

Com o feito, Messi superou a marca anterior de Cristiano Ronaldo, que havia alcançado o recorde aos 33 anos, durante o empate por 3 a 3 entre Portugal e Espanha na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Pelé e a marca insuperável de precocidade

Se Messi é o jogador mais velho a fazer um hat-trick, o topo da lista de precocidade é do futebol brasileiro. Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, mantém o título de jogador mais jovem a balançar as redes três vezes em um jogo de Copa do Mundo.

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Com apenas 17 anos e 244 dias, Pelé desestruturou a defesa da França na semifinal da Copa de 1958, na Suécia. O Brasil venceu por 5 a 2, avançou à final e abriu caminho para o seu primeiro título mundial.

O histórico brasileiro e o jejum que persiste desde 1950

A relação do Brasil com os hat-tricks começou antes mesmo do surgimento de Pelé. Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, inaugurou a lista brasileira na Copa de 1938, na França, durante a vitória por 6 a 5 contra a Polônia. Curiosamente, a mesma partida registrou quatro gols do polonês Ernest Wilimowski.

Em 1950, Ademir Menezes assinou uma das atuações mais emblemáticas do Maracanã. Pelo quadrangular final, o atacante marcou quatro gols na goleada por 7 a 1 sobre a Suécia.

A grande exibição de Ademir colocou a Seleção Brasileira em vantagem na fase final, mas o desfecho do torneio terminaria com o título do Uruguai no Maracanazo.

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Desde o confronto contra os suecos em 1950, nenhum jogador brasileiro conseguiu marcar três ou mais gols em uma mesma partida de Copa do Mundo, um jejum que desafia as novas gerações de atacantes do país.

Os maiores recordistas de hat-tricks em Copas

Apenas quatro jogadores na história conseguiram a façanha de marcar mais de um hat-trick em Copas do Mundo. Conheça os atletas que lideram esse ranking histórico:

  • Sándor Kocsis (Hungria): Conquistou dois hat-tricks na mesma edição, durante a Copa do Mundo de 1954;
  • Just Fontaine (França): Alcançou a marca duas vezes na edição de 1958, ano em que estabeleceu o recorde de 13 gols em um único mundial;
  • Gerd Müller (Alemanha Ocidental): Anotou dois hat-tricks seguidos na fase de grupos da Copa do Mundo de 1970;
  • Gabriel Batistuta (Argentina): O único a realizar o feito em duas edições diferentes, balançando as redes três vezes em 1994 (contra a Grécia) e em 1998 (contra a Jamaica).