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    Pílulas de saber: Por que certos comprimidos têm um sulco no meio e outros não?

    Carlos Tonussi traz as últimas descobertas na área da saúde. Fique por dentro!

    17/03/2016 - 04h31

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    Por Redação NSC
    Tipos de comprimidos sulcados e revestidos
    Tipos de comprimidos sulcados e revestidos
    (Foto: )

    Os comprimidos sem aquele sulco possuem um revestimento especial. Alguns medicamentos dentro do comprimido podem ser destruídos completamente no estômago, por causa da forte acidez do suco gástrico. Por isso, os laboratórios farmacêuticos os revestem com uma camada protetora que resiste ao ácido do estômago. Depois de engolido então vai passar inteiro e chegar ao intestino, onde não há mais perigo, e o comprimido pode se desmanchar e liberar o medicamento para ser absorvido pelo corpo.

    Outro motivo para esse revestimento é fazer com que ele libere lentamente o medicamento para o corpo, proporcionando mais comodidade para quem toma. Por exemplo, em vez de tomar três ou quatro comprimidos normais por dia, a pessoa toma um só com dose mais alta, que libera o medicamento ao longo do dia todo.

    Não partirás

    Um comprimido revestido não pode ser partido ao meio, mastigado ou triturado, para misturar com suco, leite ou comida. No momento em que você fizer isso, o revestimento já era. E o medicamento não vai funcionar mais. Um comprimido revestido, além de não ter o sulco, muitas vezes é produzido em formato que dificulta ainda mais o corte. Como forma de gota, semiesféricos, triangulares.

    Por outro lado, os comprimidos que têm aquele sulco no meio não têm revestimento podem ser mastigados, amassados para misturar com algum suco ou comida. Mas lembre-se que isso não é o ideal. O gosto do medicamento pode ser bem pior e provocar o vômito, se você mastigar.

    Dose personalizada

    Porém existe uma boa razão prática para os comprimidos sulcados. Eles podem ser partidos quando o profissional de saúde precisa ajustar a dose do medicamento para alguns pacientes. Muitas vezes o laboratório farmacêutico não produz comprimidos com as diferentes dosagens necessárias para crianças, adultos jovens ou pessoas idosas.

    Nessas situações, poder fracionar um medicamento e oferecer a dose mais correta para o paciente, é um procedimento válido e muito mais seguro. Mas é preciso ter cuidados para fazer esse corte e não dividir errado. Para facilitar a vida, principalmente dos pacientes idosos, existem cortadores muito práticos, que dividem de forma quase perfeita o comprimido.

    Esse texto foi baseado em informações da ANVISA e do CREMESP.

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