O maior nome do basquete brasileiro em todos os tempos, Oscar Schmidt, morreu na tarde desta sexta-feira (17). O Mão Santa, como era também conhecido, tinha 68 anos e acumulava os números mais expressivos de um atleta do País na modalidade.

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Reverenciado no mundo todo, Oscar marcou 1.093 pontos nas cinco edições dos Jogos Olímpicos em que atuou — de Moscou-1980 a Atlanta-1996. Se somadas todas as competições, Oscar passou os 50 mil pontos marcados

Sua especialidade era a bola de três pontos. Com a pontaria calibrada, deixá-lo sozinho para o arremesso de média ou longa distância era quase certeza de bola na cesta. Marcá-lo também era quase impossível. Por conta do aproveitamento acima da média, Oscar ficou conhecido como Mão Santa.

O ex-narrador da TV Bandeirantes, Álvaro José, afirmou, em vídeo, ter sido o criador do apelido, durante o pré-Olímpico de 1980. Segundo o profissional, numa partida contra o México, Oscar foi o cestinha, mas o adversário tinha um jogador apelidado de “Mano Santa”.

– Bom, se eles têm o Mano Santa, nós temos o Mão Santa – afirmou à época. O apelido pegou e está eternizado.

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Porém, depois de se curar do câncer e tirar um tumor de 8 cm no cérebro, quando tinha 61 anos, Oscar concedeu uma entrevista ao ge.globo em que dizia querer mudar seu próprio apelido:

– Mão Santa é o cacete! Mão treinada! – falou. No bate-papo, ele relacionou o seu diferencial no basquete ao de um cobrador de falta no futebol.

Oscar sempre foi muito forte nas palavras e fiel ao seu país. Negou o convite do New Jersey Nets em 1984, após os Jogos de Los Angeles, ao marcar 169 pontos, pois a condição era abrir mão de jogar pela seleção brasileira, o que ele recusou.

Pela camisa do Brasil, seu maior feito foi o título do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis. Na decisão da competição, a seleção bateu os Estados Unidos por 120 a 115, com 46 pontos dele naquela que, até então, fora a maior derrota dos norte-americanos na modalidade.

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Mão Santa foi incluído no Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, também no Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga, uma distinção reservada a nomes que transformaram o jogo.