A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Fifa foram acionadas pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) sobre denúncias de racismo, discriminação racial e discurso de ódio durante a Copa do Mundo de 2026. O anúncio foi feito pelo próprio CNDH após a análise de cerca de 89 mil publicações nas redes sociais com conteúdo abusivo e caráter racial, conforme o O Globo.

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O Conselho afirmou que enviou a representação ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, à Relatoria Especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Racismo, ao Grupo de Trabalho da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos e, também, ao canal oficial de denúncias da FIFA. O argumento utilizado é de que os Estados Unidos, Canadá e México, como países sedes da Copa do Mundo, precisam “prevenir, investigar e responsabilizar autores de manifestações de ódio ocorridas sob sua jurisdição”.

O órgão também pede para que seja analisada a atuação da Fifa a partir dos dos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos. O objetivo, segundo o Conselho, é que a ONU avalie os casos para que medidas de prevenção, investigação, responsabilização e reparação de violações de direitos humanos relacionadas ao torneio.

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— O futebol reflete dinâmicas sociais e os episódios registrados durante a Copa evidenciam a necessidade de fortalecer mecanismos de proteção aos direitos humanos — disse o relator da instituição Carlos Nicodemos.

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Mbappé x senadora paraguaia

Um caso que chamou a atenção durante a Copa foi registrado entre o jogador francês Kylian Mbappé e a senadora paraguaia Celeste Amarilla, que horas depois da eliminação do Paraguai contra a França, publicou uma série de ataques ao jogador na rede social X (ex-Twitter), com termos considerados racistas e xenófobos.

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“Camaronês colonizado, bancando o durão e fingindo ser francês, ressentido, novo-rico, prepotente e feio” disse, na postagem. Ela ainda afirmou que a coisa mais instruída que o atacante ouviu foram chimpanzés.

A ministra dos Esportes francesa, Marina Ferrari, disse, na ocasião, que as publicações são “abjetas” e “racistas”. Já a Federação Francesa de Futebol informou que as declarações são “criminosas” e “condenáveis”

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“As declarações racistas da Senadora paraguaia Celeste Amarilla contra Kylian Mbappé são totalmente repugnantes e inaceitáveis. Como se pode proferir um discurso desses? Essas declarações são criminosas e condenáveis. Elas devem ser processadas aqui como em qualquer outro lugar. A FFF está procedendo a uma denúncia ao Ministério Público para fins de persecução judicial”, disse a entidade