Titular na primeira convocação pela Seleção Brasileira de Voleibol, a ponteira Helena Wenk, de 18 anos e 1,97m, ajudou a equipe a conquistar a prata nos Jogos Pan-Americano 2023, em Santiago, no Chile, na última quinta-feira (26). Mas a trajetória para chegar até a medalha começou em Joinville, cidade natal da jovem promessa do Brasil.

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Hoje no Sesc-Flamengo, equipe do Rio de Janeiro, Helena começou a praticar o esporte no Colégio Cenecista José Elias Moreira, aos nove anos. Aos 10, foi chamada para a Associação Vôlei Joinville (Avojoi), onde ganhou títulos e ficou até os 15 anos.

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Com ótimas atuações em Santa Catarina e já com passagens pela Seleção de base, foi no final de 2020 que se mudou para o estado carioca, para fazer dois anos de base na equipe. Em maio de 2022, assinou contrato profissional e subiu para o adulto, com 17 anos.

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— Cobravam a gente como cobram todas as atletas, mas era diferente pelo fato de ser a primeira Superliga, a primeira vez no time adulto. Esse ano, já sinto que estão cobrando mais, me dando mais oportunidades e precisando de mim no time — afirma Helena.

Veja fotos de Helena Wenk em Joinville, no Sesc-Flamengo e na Seleção Brasileira

Nesta temporada, a joinvilense vai enfrentar grandes equipes, como Osasco, Praia Clube e Bauru. À beira da quadra, segue as instruções do técnico bicampeão olímpico Bernardinho.

— É incrível. Tudo que ele fala ou faz, dá certo. Até conto uma história de quando eu jogava na Avojoi, participava da Taça Paraná, e ele foi uma vez lá. Eu queria tirar foto com ele, e ele falou ‘nossa, você é muito alta, se continuar nesse caminho, tenho certeza que um dia você vai treinar comigo’. Na época, levei como brincadeira. Mas hoje em dia, treino mesmo com ele (risos) — disse.

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Veja o vídeo de Helena Wenk falando sobre o técnico Bernardinho

— A confiança que tenho nele é grande. É muito bom, meu primeiro time adulto e já tenho a experiência com o Bernardinho. O treino é puxado, na cabeça dele, quanto mais a gente treinar mais a gente vai conseguir os resultados. A gente confia porque sabe que vai dar certo — afirma Wenk.

Paixão pela Seleção Brasileira

Se a estrela de Helena brilhou também nos Jogos Pan-Americanos 2023, as boas atuações com a “amarelinha” em quadra já são algo que ela está acostumada.

Em 2019, foi chamada pela primeira vez para o Laboratório de Detecção de Talentos da seleção de voleibol. Em 2020, aos 15 anos, conquistou o ouro no Campeonato Sul-Americano sub-20, onde foi eleita a melhor ponteira e a melhor jogadora do torneio.

Neste ano, a joinvilense fez parte da campanha que garantiu o bronze para o Brasil no Campeonato Mundial sub-21, no México. As atuações na base lhe garantiram um lugar no Pan deste ano, com a primeira convocação pelo time adulto.

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— Foi uma surpresa jogar esse Pan, algo que eu não esperava de verdade, ter essa chance e oportunidade. Foi muito bom, uma experiência totalmente nova. Já joguei campeonatos com a base, mas jogar com a Seleção adulta é diferente, responsabilidades maiores. Eu estava como titular, vai me ajudar muito a crescer na minha carreira — disse.

Em Santiago, ela foi um dos destaques na conquista da prata e mira novas oportunidades no futuro.

— Com o tempo de preparação e em um time novo, foi ótima nossa atuação. Estávamos muito dispostas, e sair com a prata foi gratificante. O primeiro campeonato adulto, sair com medalha, é incrível. Agora, o foco é a Superliga, para depois pensar na Seleção. Mas fica aquele sentimento, joguei bem no Pan e fica a esperança de estar nas Olimpíadas 2024 — afirma Helena.

Veja o vídeo de Helena Wenk falando sobre o Pan-Americano 2023

Cirurgia no coração quase afastou a jovem do Pan

Por conta de um problema no coração descoberto em 2021, Helena quase não fez parte da Seleção no Chile. Depois de exames, os médicos detectaram uma comunicação interatrial do tipo Ostium Secundum.

— Foi quando fui à Seleção fazer a bateria de exames. Fiz o exame do coração, e eles comunicaram que eu tinha esse “probleminha”, mas sempre me deixaram calma, que era algo até normal e que um dia deveria ser resolvido — afirma.

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— Sempre fui adiando, fazendo exames e acompanhando. Este ano, o Sesc-Flamengo pediu para que eu fizesse a cirurgia, e queriam que fosse depois da Superliga. Mas depois, eu tive o Mundial e eu não queria deixar de ir também — revela Helena.

Com prazo de retorno em dois meses, a ponteira ficaria de fora do Pan, mas recebeu uma ótima notícia quando fez a cirurgia, em 20 de setembro.

— Me deixava com medo, ficar dois meses sem estar no ritmo pesado do dia-a-dia. Operei e o médico falou que o prazo seria de 15 dias, e isso me deu um alívio muito grande. Minha recuperação foi tranquila — contou.

Veja o vídeo de Helena Wenk falando sobre a cirurgia no coração

Sonho olímpico

Bem acostumada no Rio de Janeiro, Helena Wenk mora longe da família, que vive em Joinville. Aos 15 anos, a jovem teve que deixar tudo para trás e ir viver o sonho.

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— O que mais sinto falta de Joinville é minha família, mas já estou acostumada, e até brinco com meus pais que não consigo voltar a morar com eles, é uma vida diferente — disse.

Entre os sonhos da jovem promessa da Seleção Brasileira, estão títulos pelo Brasil e pela atual equipe na elite do vôlei nacional.

— Quero ganhar a Superliga, ficar como titular no Flamengo. Quero ser campeã olímpica, representar a seleção adulta por um bom tempo, ganhar vários títulos — afirma.

A estreia na Superliga Feminina 23/24 está marcada para quarta-feira (15), às 21h, contra o Barueri.

*Sob supervisão de Lucas Paraizo

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