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Presidente de sindicato de hotéis de Florianópolis culpa queijo coalho de ambulantes por viroses

Tarcísio Schmidt afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que a imprensa "exagerou", porque o caso não seria "tão grave" 

21/01/2016 - 14h21 - Atualizada em: 21/01/2016 - 14h55

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Por Redação NSC
(Foto: )

Em entrevista à Rádio Gaúcha sobre a poluição das praias em Santa Catarina, o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis, Tarcísio Schmidt, afirmou que a contaminação nas águas do Estado é pontual. Ao comentar o tema, ele ainda disse que a alimentação é a causa de muitas viroses contraídas por turistas, devido à ingestão de queijo coalho vendido por ambulantes.

— Vem nordestino para cá, e eu não tenho nada contra os nordestinos, mas eles trazem queijo coalho, que a maioria come. Aí acontecem os problemas e culpam a poluição. A poluição aqui é pontual, três ou quatro pontos na ilha — disse.

Confira a lista de praias com balneabilidade avaliada pela Fatma

Schmidt relatou ainda que a maior incidência de chuva contribuiu para o aumento da poluição:

— É evidente que existem pontos, em todas as praias do Brasil, onde desaguam riachos ou rios. Esse ano, tivemos uma carga maior de chuva, que fez com que em dois ou três pontos da ilha ficasse mais visível isso (a poluição). Não existe nenhum ponto ou praia que não tenha algum lugar que possa estar poluído. Aqui não é diferente — completou.

Número de casos de virose deixa Florianópolis em alerta

O presidente ainda disse que a "imprensa exagerou um pouco nesse caso, porque a coisa não é assim grave como falam":

— Não há porque colocar a coisa como o fim do mundo. O que mais ocorre aqui é virose por causa da alimentação.

Schmidt relatou também que a culpa da contaminação é do poder público, que não fiscaliza ligações irregulares de esgoto.

— Não foi bom pro Estado, mas para o futuro talvez seja bom, porque devem tomar uma providência urgentíssima.

Entenda o caso

A extensão da poluição das praias em Santa Catarina foi delineada em documento divulgado na última sexta-feira pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma). No começo da semana, a instituição havia realizado coletas em 211 pontos do litoral. Nada menos do que 74 pontos, mais do que um terço dos analisados, apresentavam condições perigosas para receber os banhistas, por excesso de coliformes fecais na água.

Nesses lugares, a recomendação oficial é para que as pessoas não entrem no mar. Uma semana antes, no primeiro relatório do ano, 71 de 208 localidades mostraram-se impróprias.

Márcio Luiz Alves, diretor de proteção dos ecossistemas da Fatma, atribui a contaminação ao esgoto despejado sem tratamento nas praias, quase sempre por meio de rios litorâneos, um problema que se agrava com a chegada da alta estação. Ele cita casos de residências com capacidade para quatro pessoas que, na temporada, recebem 10, multiplicando o potencial poluidor.

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