Após quatro anos de espera, a Copa do Mundo inicia nesta quinta-feira (11). Enquanto a Seleção Brasileira aparece como uma das candidatas para o título e o tão sonhado hexa, outras equipes aparecem como favoritas, além das que podem surpreender nesta edição na América do Norte.
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As maiores fortunas da Copa do Mundo
Diferente de Carlos Alberto Parreira, que, em defesa da lista de convocados de Luiz Felipe Scolari, em 2014, disse que “o critério é não ter critério”, aqui é preciso levar alguns fatores em consideração, como: os ciclos de cada time, trabalhos dos treinadores, conquistas e jogadores à disposição.
Atualmente, o ranking de seleções da FIFA pode ser um bom balizador para a definição das seleções que chegam em alta. No momento, a França ocupa a liderança da lista, seguida de Espanha, Argentina, Inglaterra, Portugal e Brasil, que atualmente é o sexto.
O top-10 conta ainda com Holanda, Marrocos, Bélgica e Alemanha na sequência. Porém, como diz Carlo Ancelotti, “o futebol não é uma ciência exata”. Um exemplo disso é a Itália estar entre as 15 melhores seleções da FIFA, mesmo sem ter se classificado ao mundial.
- Favoritos: França, Espanha, Argentina e Portugal
- Têm chance: Brasil, Inglaterra e Alemanha
- Correm por fora: Holanda, Bélgica, Marrocos, Uruguai e Croácia
- Podem surpreender: Noruega, Japão, Senegal, Equador e Turquia
- Devem incomodar: Colômbia, Suécia, Suiça, México e República Tcheca
- Vão para passear: Haiti, Cabo Verde, Panamá, Curaçau e Jordânia
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Favoritas
As duas primeiras seleções são as grandes favoritas ao título: França e Espanha. Ambas contam com consistência no ciclo, manutenção no trabalho, principalmente dos franceses com Deschamps, além, é claro, da quantidade de talentos nos dois países.
A França é a seleção com a maior concentração de jogadores de alto nível em todas as posições, em especial no ataque, com Mbappé, o atual melhor do mundo Dembelé, além de jovens talentos como Cherki, Doue e outros.
A Espanha tem a magia de Lamine Yamal, que talvez seja o jogador com mais expectativas nesta copa, assim como a genialidade do meia Pedri, ambos do Barcelona. Os franceses vêm de duas finais consecutivas de Copa, com o título em 2018 e o vice para a Argentina em 2022. Já os espanhóis somam no ciclo um título de Eurocpa e uma Liga das Nações, em 2022/23.
Argentina e Portugal fecham esse quarteto de favoritas. Os argentinos dispensam comentários. São os atuais campeões, mantiveram metade do grupo campeão em 2022 e contam com novos talentos. Porém, o que faz a albiceleste ficar um pouco abaixo das duas primeiras é justamente essa manutenção exagerada da base da última copa. Alguns dos pilares do time de Lionel Scaloni envelheceram, mas ainda sim, é uma equipe fechada e que joga para a grande estrela da companhia, Messi, que pode decidir um jogo com poucos toques na bola.
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Já a equipe de Portugal, de Cristiano Ronaldo, comandada pelo técnico Roberto Martínez, tem muitos craques disponíveis e tem como trunfo um dos, se não o melhor quarteto de meio-campistas desta copa, com os campeões europeus pelo PSG, Vitinha e João Neves, além dos experientes Bernardo Silva e Bruno Fernandes, que quebrou o recorde de assistências em uma edição de Premier League – Campeonato Inglês. A confiança dos gajos está lá em cima após o título da Liga das Nações 2024/25 em cima da Espanha.
Têm chance
Os mesmos fatores que colocam as seleções acima no posto de favoritas, são os que talvez estejam presentes em Brasil, Inglaterra e Alemanha. O Brasil, destas três, é o que soma maior quantidade de jogadores considerados “extra-classe”, como a melhor dupla de zaga do mundo, com Marquinhos e Magalhães, ambos finalistas da Liga dos Campeões, além de Casemiro, Vinícius Júnior e Raphinha. Porém, alguns destes nomes ainda precisam se provar e mostrar com a amarelinha o mesmo que mostram em seus clubes.
Com um ciclo cheio de mudanças de direção, inúmeras lesões e um curto trabalho de Ancelotti, a seleção não chega um pouco menos badalada, mas ainda sim, em um mês tudo pode encaixar e, nesse caso, os talentos podem se sobressair, ainda mais sob o comando de um dos melhores treinadores da história.
Inglaterra e Alemanha vivem situações semelhantes a do Brasil. Os ingleses anunciaram o irreverente técnico Thomas Tuchel em 2024, para dar sequência ao trabalho de Gareth Southgate, que obtinha bons resultados, mas sofria críticas pelo futebol jogado pela seleção. Tuchel chega para a copa com uma seleção estrelada, mas não tanto quanto poderia.
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Diante da convocação mais polêmica e controversia desta copa, ele deixou nomes de peso fora da lista, como Palmer, do Chelsea, Foden, do Manchester City, Arnold, do Real Madrid, e o experiente zagueiro Maguire, do Manchester United, que foi capitão da equipe nas últimas copas.
Porém, ele tem em mãos o melhor camisa nove do futebol mundial na temporada, Harry Kane, do Bayern (ALE), que anotou incríveis 66 gols em 56 jogos. Além de contar com expoentes ingleses como Bellingham, Saka, Rice, Pickford e Rashford.
Já os alemães, mais uma vez, chegam com um peso gigante sob os ombros de terem caído na fase de grupos em duas copas seguidas. Desta vez, a Alemanha chega com menos holofotes que o habitual, mas, tem um time competitivo e vive uma troca de gerações. Ainda conta com jogadores experientes como Neuer, Rüdiger e até Kimmich, que é jovem, mas é um dos líderes do elenco. Ao mesmo tempo, tem jovens com grande potencial, principalmente Musiala e Wirtz, jogadores com capacidade de mudar uma partida.
Correm por fora
Holanda, Bélgica, Marrocos, Uruguai e Croácia são aquelas seleções que podem até não conquistar o título, mas é bom ficar de olho. Os holandeses, como em todas as copas, chegam com uma boa geração, mas sem tantas estrelas como num passado nem tão distante, mas ainda sim, com jogadores de peso e um ciclo consistente. Brigaria para entrar na lista das seleções que possuem chance de título. Os belgas não tem mais toda aquela geração estrelada, mas com os craques Courtois, De Bruyne e Lukaku, além de um grupo competitivo.
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Os marroquinos foram a grande surpresa da última copa, chegando à semifinal, passando por favoritas como Espanha e Portugal no mata-mata. Com manutenção da base daquele time, a seleção pode, mais uma vez, bater de frente com gigantes. Uruguai e Croácia já tiveram listas de convocados que chamaram mais atenção, porém, ainda sim, uma bicampeã mundial e uma seleção que chegou à uma final e duas semis nos últimos anos, merecem respeito.
Candidatos à zebra ou surpresas
Como dito acima, a grande zebra da última copa foi o Marrocos, mas, em 2026, quem pode assumir esse posto? Noruega, Japão, Senegal, Equador e Turquia são boas candidatas. A Noruega tem em Erling Haaland, atacante do Manchester City com quase 40 gols na temporada, e no meia Martin Ødegaard, do Arsenal, a esperança de fazer uma boa Copa. Porém, a seleção se encontra na chave mais complicada do torneio, o Grupo I, ao lado de França, Senegal e Egito.
O Japão está na oitava Copa do Mundo seguida, e os asiáticos chegaram às oitavas de final nos últimos dois torneios. Apesar de não contar com dois dos principais jogadores, Mitoma, do Brighton, e Minamino, do Monaco, ainda sim, possui uma equipe agressiva, que foi capaz de vencer por 3 a 2 em um amistoso em 2025.
Senegal chega para a Copa do Mundo após vencer a Copa Africana de Nações diante do Marrocos, e conta com alguns jogadores experientes, como Edouard Mendy, goleiro campeão da Champions League pelo Chelsea, o zagueiro Kalidou Koulibaly, que atuou no Napoli, e a grande estrela Sadio Mané, ídolo do Liverpool.
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O Equador vem de uma segunda colocação nas Eliminatórias Sul-Americanas e disputa a quinta Copa do Mundo. A melhor campanha foi uma oitavas de final e, agora, a equipe treinada por Sebastian Beccacece possui um coletivo com nomes conhecidos do futebol brasileiro, como Gonzalo Plata, do Flamengo, e Enner Valencia, que jogou no Internacional.
Por fim, a Turquia, depois de 24 anos da campanha que terminou com o terceiro lugar, tenta surpreender em mais uma copa. Os turcos se classificaram para o mundial após bater Romênia e Polônia na repescagem europeia. O grande nome da seleção é Arda Guler, meia que atua no Real Madrid, da Espanha.
Claro, há seleções que chegam apenas para passear e aproveitar o clima do mundial, mas ainda sim, podem escrever grandes histórias na Copa. Entre elas: Haiti, Cabo Verde, Panamá, Curaçau e Jordânia. Esses países, apesar de não chegarem com muitas chances, podem protagonizar as famosas histórias de torcida que comemora o primeiro gol em uma copa, um jogo duro contra uma gigante e, quem sabe, até uma histórica vitória inesperada. Cada um terá uma diferente história para contar na Copa do Mundo, e independente de rótulos, estar entre as 48 principais seleções do futebol mundial, não é para qualquer um!











