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Reajuste dos medicamentos: saiba qual é o aumento máximo para cada tipo de remédio

Reajuste anual no preço dos remédios foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial. Índice máximo ficou em 4,76%.

31/03/2017 - 07h47 - Atualizada em: 21/06/2019 - 21h57

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Por Redação NSC
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Foi definido nesta sexta-feira o reajuste anual de preços de medicamentos para 2017. O aumento, que já pode ser aplicado, ficou entre 1,36% e 4,76% e deve chegar logo às farmácias. Segundo o Ministério da Saúde, os consumidores terão o menor aumento médio dos últimos dez anos.

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O ajuste autorizado pelo Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) para 2017 é diferenciado em três grupos. No primeiro, dos medicamentos de maior concorrência, que possuem mais laboratórios produzindo ou genéricos (omeprazol, pantoprazol), o aumento pode ser de até 4,76%.

O segundo grupo, com concorrência moderada (cetoconazol, fluconazol, tramadol, morfina), pode ter reajuste de até 3,06%. Já no terceiro grupo, dos medicamentos com baixa concorrência (betametasona, dexametasona, ampicilina), o aumento pode ser de, no máximo, 1,36%.

O percentual não é um índice automático de aumento de preços. Para exercer o direito ao ajuste, as fabricantes devem encaminhar as informações de vendas realizadas no segundo semestre do ano passado e dizer qual percentual de ajuste pretendem aplicar, sem ultrapassar o máximo autorizado para cada classe de remédios.

O Sindicato da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma) informou, por meio de nota, que os índices não repõem a inflação passada, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no acumulado de 12 meses, de março de 2016 a fevereiro deste ano.

Confira o reajuste máximo para cada tipo de medicamento

Nível 1: reajuste de até nível 4,76%

Tipo de medicamentos: de maior concorrência, aqueles que possuem mais laboratórios produzindo diversas marcas ou genéricos substitutos. São, por exemplo, os medicamentos inibidores da bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol, etc.) e estatinas (sinvastatinas, atorvastatina).

Nível 2: reajuste de até 3,06%

Tipo de medicamentos: os que têm concorrência moderada, como antifúngicos sistêmicos (cetoconazol, fluconazol) e analgésicos narcóticos (tramadol, morfina)

Nível 3: reajuste de até 1,36%

Tipo de medicamentos: com baixa concorrência, como os corticosteroides oral puro (betametasona, dexametasona) e penicilinas injetáveis (ampicilina, amoxicilina).

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