Em meio à guerra travada entre Estados Unidos, Israel e Irã, o regime iraniano anunciou a punição a uma jogadora da seleção nacional de futebol. O incidente é a consequência de um desenrolar de fatos que começou há mais de um mês.
Continua depois da publicidade
Zahra Ghanbari entrou em uma lista do regime iraniano no fim de semana com 400 pessoas consideradas “apoiadoras do inimigo” no período de conflito. De acordo com o tabloide britânico The Sun, a jogadora se viu obrigada a retornar ao país após ameaças à sua família.
A lista de “traidoras” pelo regime do Irã inclui atores, empresários e, principalmente, jornalistas. Ainda de acordo com a publicação, a jogadora teve todos os seus bens confiscados, incluindo saldos em contas bancárias.
Em meio a esse contexto, a relação de Ghanbari com os líderes do país começou a ficar ruim após ela e toda a seleção do Irã se recusarem a cantar o hino nacional na partida contra a Coreia do Sul, em 2 de março. O ato foi considerado um desafio e desencadeou uma série de ameaças a familiares das jogadoras.
A Austrália ofereceu visto humanitário, aceito por algumas atletas, inclusive Ghanabari. Entretanto, ela e mais quatro jogadoras abriram mão do benefício do governo australiano e retornaram a Teerã. A imprensa europeia noticiou a decisão por ameaças a familiares. Havia o medo da comunidade internacional de que elas fossem mortas ao voltar para casa. Duas pessoas seguiram na Oceania.
Continua depois da publicidade
Por outro lado, a agência de notícias estatal IRNA escreveu que Ghanbari estava “retornando ao aconchego da pátria”, enquanto a agência de notícias Mehr classificou a decisão como “patriótica”.
Outras figuras proeminentes que provavelmente receberão tratamento semelhante são o ator Hamid Farokhnezhad, os cantores Ashkan Khatibi e Mazyar Fallahi e o apresentador de TV Parastoo Salehi.
