Vestir a camisa 10 de qualquer seleção já é algo especial. Imagina, então, ter o poder de usar o número mais sagrado do futebol brasileiro em uma Copa do Mundo? Veja, a seguir, a lista seleta dos craques que já tiveram esse privilégio na história dos Mundiais:

Continua depois da publicidade

De 1930 até 1938, a seleção brasileira não usou numeração em seus uniformes, algo que só foi adotado na Copa do Mundo de 1950, realizada no Brasil.

Antes de Pelé

Pelé é o nosso 10 máximo em todos os tempos, mas antes dele, outros nomes vestiram a camisa mais importante da seleção brasileira. Confira:

  • 1950 – Danilo Alvim – Vasco da Gama – cinco jogos disputados, nenhum gol e duas assistências – Brasil vice-campeão;
  • 1954 – Pinga – Vasco da Gama – dois jogos, dois gols e uma assistência – Brasil parou nas quartas de final.

Continua depois da publicidade

A Era Pelé

De 1958 a 1970, o maior jogador de futebol da história vestiu a camisa 10 da Seleção Brasileira. Em quatro Copas do Mundo disputadas, Pelé marcou 12 gols, distribuiu oito assistências e conquistou três títulos. Ele é, até hoje, o único atleta a vencer o torneio por três vezes. Em todas as ocasiões ele era jogador do Santos.

  • 1958 – quatro jogos, seis gols e três assistências – Brasil campeão;
  • 1962 – dois jogos, um gol e uma assistência – Brasil bicampeão;
  • 1966 – Dois jogos e um gol – Brasil eliminado na fase de grupos;
  • 1970 – seis jogos, quatro gols e oito assistências – Brasil tricampeão.

E quem herou a 10 de Pelé na Copa do Mundo

Quem herdou a 10 logo na Copa seguinte, em 1974, foi Rivellino. O “Patada Atômica” já fazia parte do esquadrão de 1970 que conquistou o tricampeonato e assumiu o protagonismo nas edições de 1974 e 1978.

Depois dele, Zico vestiu a camisa sagrada nos Mundiais em 1982 e 1986, comandando uma geração considerada por muitos como uma das melhores seleções da história a jogar uma Copa sem conquistar o título.

Continua depois da publicidade

Na sequência, a 10 passou por Silas em 1990 e Raí em 1994, que começou o torneio como capitão, mas acabou perdendo a titularidade na campanha do tetracampeonato.

Em 1998 e 2002, Rivaldo assumiu a responsabilidade e foi finalista nas duas edições: vice na França e campeão na Coreia/Japão, apontado por muitos como o melhor jogador daquele torneio (embora o prêmio oficial da FIFA tenha sido dado ao goleiro alemão Oliver Kahn).

Em 2006 e 2010, Ronaldinho Gaúcho e Kaká assumiram o manto, respectivamente. A partir de 2014, Neymar Jr. passou a ser o grande responsável por carregar a 10 da Amarelinha.

  • 1974 – Rivelino – Corinthians – sete jogos e três gols – Brasil termina em quarto lugar;
  • 1978 – Rivelino – Fluminense – Três jogos e nenhum gol nem assistência – Brasil termina em terceiro;
  • 1982 – Zico – Flamengo – cinco jogos, quatro gols e quatro assistências – Brasil eliminado na segunda fase;
  • 1986 – Zico – Flamengo – três jogos e uma assistência – Brasil fica nas quartas de final;
  • 1990 – Silas – Sporting – três jogos – Brasil eliminado nas oitavas de final;
  • 1994 – Raí – PSG – Cinco jogos e um gol – Brasil tetracampeão;
  • 1998 – Rivaldo – Barcelona – sete jogos, três gols e duas assistências – Brasil vice-campeão;
  • 2002 – Rivaldo – Barcelona – sete jogos, cinco gols e duas assistências – Brasil pentacampeão;
  • 2006 – Ronaldinho – Barcelona – Cinco jogos – Brasil eliminado nas quartas de final;
  • 2010 – Kaká – Real Madrid – quatro jogos, um gol e uma assistência – Brasil eliminado nas quartas de final;
  • 2014 – Neymar – Barcelona – cinco jogos, quatro gols e uma assistência -Brasil termina em quarto;
  • 2018 – Neymar – PSG – cinco jogos, dois gols e uma assistência – Brasil eliminado nas quartas de final;
  • 2022 – Neymar – PSG – três jogos, um gol e uma assistência – Brasil eliminado nas quartas de final.

Continua depois da publicidade

E em 2026, quem será o dono da camisa 10 do Brasil na Copa dos Estados Unidos, México e Canadá?