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Santa Catarina retorna à Superliga masculina de vôlei após seis anos

Blumenau disputa a primeira partida em casa neste fim de semana

23/11/2019 - 06h00

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Everton
Por Everton Siemann
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(Foto: )

Quando o árbitro principal apitar e fizer a sinalização com um dos braços para autorizar o primeiro saque do jogo entre Blumenau e Minas-MG, neste sábado (23), no Ginásio Sebastião Cruz, o Galegão, em Blumenau, um jejum de seis anos chegará ao fim. Foi na temporada de 2012/2013 que Santa Catarina teve pela última vez um representante disputando a Superliga Masculina de Vôlei. Na ocasião, o Floripa EC, da Capital, esteve entre os 12 participantes. Terminou a competição no 10º lugar, com quatro vitórias em 22 jogos.

Nesta temporada, Santa Catarina volta a jogar a elite nacional do vôlei masculino com Blumenau. Curiosamente foi durante este jejum que nasceu a Associação Professor Artur Novaes (Apan), nome oficial do clube blumenauense, que em abril deste ano conquistou o acesso à Série A da Superliga. A associação foi criada em 2013, em homenagem a um dos maiores incentivadores da modalidade em Blumenau e no Estado, que morreu em 2010, vítima de mielodisplasia, um tipo raro de câncer.

Indiretamente Novaes segue no comando. Isso porque Luis Fernando Pamplona Novaes, um dos filhos de Arthur, foi um dos fundadores e atualmente preside a associação. O dirigente vê a oportunidade como a coroação de um trabalho bem planejado e diz que serve como forma de presentear o fã do vôlei em Blumenau, região e por toda Santa Catarina.

É um momento especial. O torcedor terá a oportunidade de aproveitar o vôlei em alto nível. Vamos entregar isso para a cidade – diz Novaes.

A direção trabalha para oferecer um programa entretenimento aos torcedores, com a presença de food trucks e outras atrações de lazer.

Homenagens às gerações anteriores de jogadores

E esse ar de celebração será destacada ao longo das partidas da equipe no Galegão. Para isso, a direção do clube prepara uma série de homenagens às gerações de jogadores que construíram a história vencedora do vôlei blumenauense, que ajudaram direta ou indiretamente a colocar a cidade entre as principais do país na modalidade e com a revelação de talentos para o vôlei nacional.

É uma maneira de dizer “muito obrigado” – resume o presidente.

Nessa primeira passagem pela Superliga, a Apan chega com objetivos modestos. A missão principal é permanecer na elite. Para isso, é preciso ficar entre as 10 melhores classificadas, já que dois dos 12 times que disputam a competição serão rebaixados para a Superliga B.

– Se conseguirmos um lugar nos playoffs, será ótimo, acima da expectativa. Temos um time competitivo, com condições de brigar – projeta o dirigente.

A partida no Galegão será a primeira da equipe como mandante, mas a quarta no torneio. Nos três primeiros jogos, a equipe acumulou uma vitória, sobre Ponta Grossa-PR (por 3 sets a 1), e duas derrotas, contra o atual campeão, Taubaté-SP (por 3 sets a 0), e diante do 7º colocado em 2018, Campinas-SP (por 3 sets a 1).

A competição

- Na primeira fase, os 12 times jogam entre si em turno e returno.

- As duas equipes com as piores campanhas são rebaixadas para a Superliga B.

- Os oito melhores classificados avançam para os playoffs de quartas de final, que serão disputadas em série melhor de três jogos, com as equipes de melhor campanha tendo a vantagem de disputar duas partidas como mandante, caso seja necessário. Quem vencer dois jogos, avança. Os duelos terão cruzamento olímpico: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º.

- As semifinais e a decisão também serão decididas em série melhor de três partidas.

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