Presente na primeira edição do Novo Basquete Brasil (NBB), o Basquete Joinville anunciou, no domingo (26), que vai encerrar as atividades das categorias de alto rendimento por conta da falta de recursos financeiros.

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O clube, ainda, vai manter o projeto social com crianças, via Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, mas sem jogar campeonatos. Segundo o presidente do Basquete Joinville, Jonas Santos, as categorias de rendimento sofriam há tempos com a falta de recurso e tinha dificuldades em conseguir patrocínios.

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— Tenho alguns parceiros que patrocinam, mas com valor muito pequeno. Difícil conseguir patrocínios. O empresário entendeu o cenário político, cenário econômico e achar que não faz sentido. O “camarada” gasta R$ 500 no final de semana, mas ele acha que é muito investir R$ 500 de patrocínio para dar suporte para um projeto — disse.

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Há quase dois anos no cargo, o presidente lamenta o alto custo das equipes de rendimento. Para continuar disputando competições, a equipe precisa de R$ 15 mil mensais, conforme Jonas.

— A gente tem alguns parceiros que complementam, mas ainda falta. Tem bolsa via prefeitura de Joinville, restaurantes que são parceiros, alguns empresários que apoiaram pontualmente, além do complemento de mensalidade de alguns pais, ainda assim, eu tive que desembolsar perto de R$ 180 mil em dois anos — afirmou.

Como estava o Basquete Joinville

Com o auge em 2003, quando Joinville disputou a Copa Brasil Sul, o clube já foi um celeiro de atletas. Em 2008, participou do primeiro NBB, conquistando a quarta colocação.

Nos últimos anos, a equipe mantinha times de categorias de rendimento, ou seja, que disputam torneios além de ser só uma “escolinha”. O Basquete Joinville, conforme Jonas, possuía meninos no  sub-12, sub-13, sub-15, sub-17, sub-19, sub-22 e adulto, que jogavam campeonato estadual, brasileiro e interclubes.

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Com o fim das equipes de alto rendimento, o clube joinvilense seguirá com o projeto social, com jovens entre 12 e 17 anos no contraturno escolar, mas sem disputar competições.

— Encerrando as atividades, a gente deixa umas 100 crianças, mais ou menos, sem atividade — revela.

Agora, o presidente mantém a esperança de poder continuar com o clube se houver condições financeiras de administrar.

— Tendo algo efetivo e não promessa, a gente retoma o processo sem problema algum. Agora, se tiver promessa, daí isso aí eu já cansei. Promessa não me serve. A única forma da gente retomar o projeto nas categorias, nos times de rendimento, é tendo efetivo um contrato em mãos. De verdade, eu espero que dê certo — disse.

*Sob supervisão de Lucas Paraizo

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