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Resistência

Servidores protestam em Joinville contra a PEC do teto dos gastos

Servidores públicos, trabalhadores da saúde, estudantes e integrantes de movimentos sociais estão entre os manifestantes

11/11/2016 - 16h56 - Atualizada em: 11/11/2016 - 17h26

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Por Redação NSC
Protesto ocorreu na região central de Joinville
Protesto ocorreu na região central de Joinville
(Foto: )

Servidores do município e trabalhadores do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt e da Maternidade Darcy Vargas realizaram um dia de paralisação dos serviços nesta sexta-feira em Joinville. O objetivo foi protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que tramita no Senado e limita os gastos públicos por 20 anos.

Por volta das 16h30, os sindicatos dos servidores públicos (Sinsej), dos trabalhadores da saúde (Sindsaúde) e de outras classes, além de movimentos sociais, reuniram-se na praça da Bandeira para dar continuidade à manifestação, que também ocorreu pelo Brasil.

Além do protesto contra a PEC 55, os manifestantes levantaram reivindicações a nível municipal. O presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, afirmou que os servidores cobram da Prefeitura o pagamento do abono salarial para os trabalhadores que vão atuar durante o recesso de fim de ano, além da definição do calendário da educação para 2017.

- Tradicionalmente, a Prefeitura sempre pagou o abono, mas no ano passado não houve o pagamento porque eles alegaram que era ano de crise e até agora não se pronunciaram sobre este ano - contou Ulrich.

De acordo com o presidente do Sinsej, o sindicato tem reunião com o prefeito na próxima quarta-feira, dia 16 de novembro, e uma assembleia com os servidores no dia seguinte para avaliar a conversa com Udo Döhler. Não estão descartadas novas paralisações e até mesmo o início de uma greve, dependendo da resposta da Prefeitura.

Outro sindicato que fez reivindicações locais durante o dia foi o Sindsaúde. Servidores do Hospital Regional e da Maternidade Darcy Vargas estão em estado de greve desde maio e protestaram contra a falta de medicamentos e materiais de trabalho nas unidades. Segundo a diretora do sindicato, Mari Estela Eger, os servidores também querem a realização de um concurso público para a contratação de mais profissionais.

Após representantes dos sindicatos e movimentos sociais falarem ao público durante o protesto na praça da Bandeira, os manifestantes caminharam pelas ruas do Centro antes de encerrarem o ato no final da tarde.

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