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    Velha novidade

    Skank retorna com DNA jamaicano em "Velocia"

    Banda mineira lança disco de inéditas e reitera influências que a consagraram nos anos 1990

    12/06/2014 - 01h01 - Atualizada em: 12/06/2014 - 07h47

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    Por Redação NSC
    (Foto: )

    Como é intrigante a noção de velhice no universo da música pop atual. Com meros 20 anos recém completados, lançando agora seu décimo disco de estúdio, o Skank já se considera um banda old school, do tipo que tem dificuldade de se localizar mesmo entre seus pares. E ouvir Velocia é concordar com eles.

    Ao contrário de grupos que vivem correndo atrás da juventude perdida e terminam em crise de identidade, o Skank não tem problemas com o passar do tempo. Seis anos separam Velocia de Estandarte, seu então mais recente trabalho inédito. Nesse ínterim, os mineiros lançaram duas compilações ao vivo (Multishow e Rock in Rio), uma de raridades (91) e seguiram em turnê.

    - Não temos essa obsessão de ficar em evidência - diz Samuel Rosa, em entrevista por telefone. - Por isso, bandas com nosso perfil são raras. Insistimos num modelo old school e gostamos dele.

    Ser da velha guarda parece significar também não abandonar as origens. Velocia manteve a devoção da banda aos ritmos jamaicanos, do reggae mais puro (Ela me Deixou) ao dub (a política Multidão, com BNegão), passando pelo rocksteady (Tudo Isso) e o dancehall (Galápagos). Para não soar monotemático, flertou com a discoteca (Périplo), o suingue (Alexia, a nova música sobre futebol do Skank) e investiu pesado nos metais, gravando parte deles nos estúdios Abbey Road, em Londres.

    Apesar de contar com gente da nova geração nas composições - Lucas Silveira, Emicida e Lia Paris -, Velocia tem produção do velho conhecido Dudu Marote e foi quase todo composto em parceria com Nando Reis.

    - Era para rolar um disco só meu com o Nando - conta Samuel. - Mas acabou não dando certo, e a banda se beneficiou do talento dele, que já tinha me ajudado a compor mais da metade das canções.

    O Skank, que já vendeu mais de 6 milhões de cópias de seus discos, continua apostando no formato álbum - incluindo a belíssima arte gráfica do espanhol Oriol Angrill Jordá, que quase se perde no CD e desaparece nos novos serviços de streaming.

    - Não queremos abrir mão do álbum, mesmo que demande mais tempo e custo. Queremos acreditar que as pessoas ainda se importam com isso - reitera Samuel.

    CINCO REGGAES DO SKANK

    Banda brasileira que sempre teve os ritmos jamaicanos no seu DNA, o Skank volta a beber de sua fonte original em Velocia, seu novo disco de inéditas. Prova maior é o primeiro single do trabalho, Ela Me Deixou, um reggae puríssimo.

    Confira a seguir cinco reggaes de diferentes fases do Skank:

    Let Me Try Again

    Do primeiro disco da banda, de 1992. Um cover improvável de uma canção que se tornou um standard na voz de ninguém menos que Frank Sinatra.

    Jackie Tequila

    Do premiado Calango, de 1994. É uma canção sobre uma garota. Parece:

    Tão Seu

    De O Samba Poconé, de 1996. Letra boa pra você que esqueceu que nesta quinta é Dia dos Namorados e não pensou em nada pra agradar a cara metade.

    Siderado

    Faixa do disco homônimo, de 1998. Um dos últimos reggaes de raiz que o Skank faria antes de se enveredar por outros gêneros nos anos 2000.

    Noites de Um Verão Qualquer

    Do álbum Estandarte, de 2008. Virou single.

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