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Suspeito de matar delegados da PF em Florianópolis é indiciado por estupro e permanecerá preso

Ministério Público de Santa Catarina converteu a prisão temporária de Nilton César de Souza Júnior em prisão preventiva

28/08/2017 - 08h19 - Atualizada em: 28/08/2017 - 14h17

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Por Redação NSC
(Foto: )

O principal suspeito de balear e matar dois delegados da Polícia Federal na madrugada de 31 de maio em Florianópolis, Nilton César de Souza Júnior, terá que aguardar na prisão o julgamento da acusação de estupro de vulnerável. Na sexta-feira, 25, o Juizado De violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, da 34ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, acatou a representação da Polícia Civil e converteu a prisão temporária em prisão preventiva. Assim, Nilton continuará no Presídio da Agronômica enquanto aguarda o julgamento.

O pedido de conversão da prisão temporária em preventiva foi feito pelo delegado Paulo Caixeta, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) de Florianópolis. Sem entrar em detalhes sobre a motivação do pedido, Caixeta comentou a decisão do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

— O importante é que a prisão foi convertida e ele terá que aguardar o julgamento preso. Entendemos que havia necessidade (de mantê-lo preso), mas não podemos detalhar a motivação porque o caso ainda está em andamento — disse o delegado.

O advogado de Nilton, Marcos Paulo Silva Santos, entende que "a Autoridade Policial agiu de forma precipitada e desproporcional. Primeiro prendeu para depois realizar diligências na busca de eventual prova concreta do crime – que não existe". Ele diz esperar imparcialidade dos órgãos investigativos, mas acredita que deixaram-se influenciar "pelo que tudo indica, pelo recente episódio envolvendo Nilton e dois delegados federais, levando assim a uma prisão desnecessária e até arbitrária".

Vendedor de cachorro-quente, desde o final de junho Nilton respondia em liberdade pelo crime envolvendo os delegados, mas havia sido preso temporariamente no dia 28 de julho pela equipe da Dpcami, acusado de estupro de vulnerável. Como a prisão temporária tinha prazo de 30 dias, o delegado Paulo Caixeta optou pelo pedido de conversão da prisão em preventiva para permitir que a Justiça avance na apuração do caso.

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