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Cidade Limpa

Todos os 10 vereadores denunciados na Ave de Rapina são candidatos à reeleição em Florianópolis

Parlamentares integram lista apresentada pelo MP-SC à Justiça na última sexta-feira

10/09/2016 - 17h31

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Por Redação NSC
Acima: Marcos Espíndola, o Badeko (PHS), Célio João (PMDB), Coronel Paixão (PDT), Dalmo Meneses (PSD) e Deglaber Goulart (PMDB). Abaixo: Edinon da Rosa, o Dinho (PMDB), Ed Pereira (PSB), Marcelo da Intendência (PP), Ricardo Camargo Vieira (PMDB) e Roberto Katumi (PSD)
Acima: Marcos Espíndola, o Badeko (PHS), Célio João (PMDB), Coronel Paixão (PDT), Dalmo Meneses (PSD) e Deglaber Goulart (PMDB). Abaixo: Edinon da Rosa, o Dinho (PMDB), Ed Pereira (PSB), Marcelo da Intendência (PP), Ricardo Camargo Vieira (PMDB) e Roberto Katumi (PSD)
(Foto: )

Os 10 vereadores denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina à Justiça na Operação Ave de Rapina, são candidatos à reeleição à Câmara de Vereadores de Florianópolis em 2016. Marcos Aurélio Espíndola, o Badeko (PHS), Célio João (PMDB), Coronel Paixão (PDT), Dalmo Meneses (PSD), Deglaber Goulart (PMDB), Dinho da Rosa (PMDB), Ed Pereira (PSB), Marcelo da Intendência (PP) Ricardo Camargo Vieira (PMDB) e Roberto Katumi (PSD) integram a lista daqueles que podem se tornar réus na ação ao lado de 17 empresários do setor de mídia exterior com atuação na Capital.

Os vereadores são suspeitos de receber propina para aprovação do substitutivo global, de autoria de Badeko, que alterou o projeto de lei Cidade Limpa, que regularia a publicidade de outdoors, luminosos e placas espalhadas pelas ruas da Capital. Para o MP-SC, eles agiram em conluio com empresários do setor para que o referido projeto não fosse aprovado, assim como atuaram em conjunto para que se mantivesse em vigor a Lei Complementar 422/2012, favorável aos interesses de empresários da área.

A denúncia foi protocolada na Vara do Crime Organizado na noite da última sexta-feira, e seu titular, o juiz Rafael Brunning, será o responsável por decidir se aceita ou não. Caso sim, os acusados passam a ser réus na ação penal.

Quanto cada vereador recebeu, de acordo com a denúncia do MP-SC

Marcelo da Intendência teria recebido R$ 10 mil para evitar que projetos contrários aos interesses do grupo fossem aprovados.

Dalmo Meneses teria recebido R$ 39,1 mil para evitar que projetos contrários aos interesses do grupo fossem aprovados.

Dinho da Rosa teria recebido R$ 10 mil para garantir agilidade na tramitação e publicação do Decreto Municipal regulamentador da Lei Complementar n° 422/2012, que manteve tudo ao gosto das empresas do ramo. Ele também teria recebido cortesias de mídia publicitária exterior.

Célio João teria recebido R$ 20 mil para garantir agilidade na tramitação e publicação do Decreto Municipal regulamentador da Lei Complementar n° 422/2012. Ele também teria recebido cortesias de mídia publicitária exterior.

Ed Pereira teria recebido R$ 15 mil para garantir agilidade na tramitação e publicação do Decreto Municipal regulamentador da Lei Complementar n° 422/2012. Ele também teria recebido cortesias de mídia publicitária exterior.

Deglaber Goulart teria recebido R$ 20 mil para evitar que projetos contrários aos interesses do grupo fossem aprovados. O MP-SC expõe que Deglaber foi determinante para a garantia dos interesses do grupo, pois o denunciado, diz a denúncia, passou a ¿trabalhar¿ nos bastidores da Câmara, como líder do PMDB, para que fosse aprovado o substitutivo global de Badeko. Deglaber também teria recebido mais R$ 15 mil para garantir agilidade na tramitação e publicação do Decreto Municipal regulamentador da Lei Complementar n° 422/2012.

Roberto Katumi teria recebido R$ 20 mil para evitar que projetos contrários aos interesses do grupo fossem aprovados.

Ricardo Camargo teria recebido R$ 20 mil para evitar que projetos contrários aos interesses do grupo fossem aprovados.

Waldyvio da Costa Paixão, o Coronel Paixão, teria recebido R$ 1 mil para garantir agilidade na tramitação e publicação do Decreto Municipal regulamentador da Lei Complementar n° 422/2012. Ele também teria recebido cortesias de mídia publicitária exterior.

Marcos Aurélio Espíndola, o Badeko, teria recebido R$ 80 mil para garantir agilidade na tramitação e publicação do Decreto Municipal regulamentador da Lei Complementar n° 422/2012.

O que dizem os vereadores

A reportagem tentou contato com os 10 vereadores denunciados pelo MP-SC, mas apenas Edinon Manoel da Rosa, o Dinho, e Ricardo Camargo Vieira atenderam as ligações. Ricardo afirmou desconhecer a denúncia.

— Eu tenho a informação contrária. Recebi a informação de que eu não seria denunciado — disse.

O vereador Dinho também disse que não foi notificado da acusação e negou qualquer participação no esquema.

— Eu não tenho conhecimento sobre isso. Eu não fui para a Câmara fazer negócio com projetos ou me envolver com quadrilha — afirmou.

O advogado Claudio Gastão da Rosa Filho, que defende os vereadores Deglaber Goulart, Dalmo Deusdedit Meneses e Edinon Manoel da Rosa, o Dinho, também foi ouvido, mas informou que só poderá se manifestar após ver a denúncia e ser notificado oficialmente.

O advogado de defesa de Badeko, Renato Boabaid, informou que vai aguardar ser oficialmente notificado. Segundo ele, as informações são todas vagas e as "denúncias não apresentam nada de novo".

A reportagem ligou no telefone celular do vereador Célio João, e um assessor atendeu. Informado do motivo da ligação, disse que o vereador estava em outro telefonema e retornaria a chamada. Minutos depois, o telefone do vereador estava desligado.

A reportagem também falou com a assessora parlamentar do vereador Waldyvio da Costa Paixão, o Coronel Paixão, mas ela não soube informar o nome de seu advogado.

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