O estádio Antônio Braz Sessim, o Sessinzão, que já recebeu jogos de grandes clubes como Grêmio e Internacional, está em estado de abandono e ruínas. A construção, que fica em Cidreira, no litoral do Rio Grande do Sul, tem planos para virar um autódromo oval avaliado em R$ 50 milhões.

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Fotos mostram como está o estádio abandonado no Sul do Brasil

Imagens do canal Antes de Partir Viagens mostram como está o antigo estádio desativado judicialmente há 16 anos. A gravação, publicada em junho de 2025 e que acabou ficando escondida no YouTube com 88 mil visualizações, revela as condições surreais que a construção ficou após o abandono.

O vídeo mostra que o estádio está com o gramado sem condições de jogo, inclusive com a presença de animais, arquibancadas danificadas, sistema de fossos abandonado e a presença constante de pichações e vandalismo.

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O túnel de acesso ao campo é uma das partes mais inacreditáveis do antigo Sessinzão, com rachaduras por todas as partes, lixo acumulado no chão e até um par de salto alto feminino largado.

A rouparia, os vestiários e a área de chuveiros também estão desgastados pelo tempo e por conta da falta de manutenção. A área externa do estádio virou um ponto de descarte irregular de resíduos.

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Vídeo mostra o interior do estádio abandonado

Quando Grêmio e Internacional jogavam em Cidreira

Inaugurado em 1996 ao custo de pouco mais de R$ 2 milhões, o estádio tinha como objetivo movimentar a atividade econômica e ser a segunda casa de Grêmio e Internacional. Com capacidade para 18 mil pessoas, a estreia foi em um jogo entre Inter e Ypiranga, pelo Gauchão.

A primeira partida do Grêmio no campo foi contra o Pelotas, também pelo Estadual. O estádio recebeu diversos jogos da dupla, mas nunca um GreNal.

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No entanto, a trajetória do Sessinzão no futebol foi curta: foram apenas 19 jogos oficiais antes de ser interditado em 2010 por graves problemas estruturais. Com a falta de interesse da dupla GreNal e dificuldades em promovoer eventos, o local foi abandondo e alvo de depredações.

Atualmente, a construção, que fica entre dunas de areia na pequena cidade gaúcha à beira do mar, abriga mais entulho do que história.

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Como será o circuito inspirado na Nascar

Após quase duas décadas de abandono e interdições, a estrutura localizada em Cidreira, no Litoral Norte gaúcho, está prestes a se tornar um espaço do automobilismo nacional.

Com um investimento estimado em R$ 50 milhões, o projeto prevê um circuito inédito no Brasil, inspirado nos moldes americanos. O grande objetivo por trás da obra é atrair competições de peso, incluindo o sonho de sediar uma etapa da Nascar, uma das categorias mais tradicionais do mundo.

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O primeiro passo aconteceu ainda em novembro de 2025, quando a Câmara de Vereadores de Cidreira aprovou a autorização para que a prefeitura cedesse a área para a iniciativa privada. A Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA) surge como a principal interessada em assumir o controle. A concessão prevista é de 30 anos, com um prazo de execução das obras que pode chegar a uma década.

A inspiração para o autódromo é uma pista da Nascar nos Estados Unidos, chamada Bowman Gray Stadium. O projeto para o estádio de Cidreira prevê 498 metros de extensão, pouco mais longo do que o circuito americano, que mede cerca de 400 metros.

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Caso o projeto avance, os gaúchos discutirão com a Nascar se a pista terá inclinação e outras características técnicas da modalidade.