Atual campeã do mundo, a Argentina avançou em uma virada dramática construída nos acréscimos do segundo tempo. Os hermanos derrotaram o Egito por 3 a 2 e carimbaram a vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
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Mais do que a classificação da Albiceleste, o resultado evitou um vexame histórico e manteve de pé um tabu que dura quase 100 anos no principal torneio de futebol do planeta.
Veja a lista de artilheiros da Copa do Mundo de 2026
Se o time sul-americano fosse eliminado, somando-se à possível queda da Colômbia nas oitavas, o continente americano ficaria sem nenhum representante nas quartas de final.
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Isso não acontece desde o Mundial de 1934, disputado na Itália, quando todas as quatro equipes não-europeias foram eliminadas logo na primeira rodada.
Relembre como foi a Copa de 1934
Aquele segundo Mundial da história foi marcado por inovações e fortes tensões políticas. Foi a primeira edição em que as equipes precisaram disputar eliminatórias para participar.
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Das 32 nações que se inscreveram, apenas 16 garantiram vaga no torneio definitivo. Até mesmo a anfitriã Itália precisou entrar em campo para se classificar, na única vez em que o país-sede não teve vaga automática.
A competição sofreu com desfalques de peso. O Uruguai, campeão de 1930, recusou-se a viajar em uma clara retaliação às seleções europeias que não quiseram cruzar o Atlântico quatro anos antes. Com isso, 1934 tornou-se a única Copa em que o detentor do título não defendeu a coroa.
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Os britânicos, em exílio autoimposto da FIFA por considerarem seu próprio campeonato melhor do que o torneio em Roma, também ficaram de fora.
Doze das 16 vagas ficaram com a Europa, três com as Américas e apenas uma para o bloco da Ásia/África. Devido às desistências de Chile e Peru, Brasil e Argentina herdaram as vagas e viajaram para a Itália sem jogar uma única partida eliminatória.
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A última vaga geral foi decidida em Roma, a apenas três dias do início do torneio, em um jogo desempate onde os Estados Unidos venceram o México.
Domínio europeu reinou no Mundial
Pela primeira vez na história, as oito melhores seleções (Áustria, Alemanha, Tchecoslováquia, Espanha, Hungria, Itália, Suécia e Suíça) eram todas do Velho Continente.
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Nas quartas de final, Itália e Espanha empataram em 1 a 1 após a prorrogação em um duelo extremamente violento. No jogo desempate, os italianos venceram por 1 a 0 com um gol de cabeça de Giuseppe Meazza.
Nos outros confrontos, a Áustria eliminou a Hungria (2×1), a Tchecoslováquia passou pela Suíça (3×2) e a Alemanha despachou a Suécia (2×1). A Itália marcharia dali para se tornar a segunda campeã mundial da história ao bater a Tchecoslováquia por 2 a 1 na grande final.
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*Sob supervisão de Marcos Jordão













