O filme “Zico, o Samurai de Quintino” estreia na próxima quinta-feira (30) em todos os cinemas do Brasil. O documentário celebra a trajetória de Arthur Antunes Coimbra, o Zico, ídolo do Flamengo e um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro.
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Veja cenas do filme “Zico, o Samurai de Quintino”
“Zico, o Samurai de Quintino” investiga em diversas dimensões a personalidade de um dos maiores jogadores da história do futebol. Navegando pelo arquivo pessoal do craque — inédito para o público —, o filme costura histórias e personagens da trajetória do ídolo no Flamengo, na Seleção e no Japão.
Em entrevista ao NSC Total, Zico foi questionado de como o documentário foi pensado para as gerações que não tiveram a oportunidade de ver o astro em campo — ainda mais que o ex-jogador é ídolo de crianças que nem mesmo os pais chegaram a assisti-lo ao vivo.
As filmagens tiveram início em 2023, ano em que o Galinho completou 70 anos, e passaram por locais emblemáticos como a casa do jogador em Quintino e ruas do Rio de Janeiro. O projeto também percorreu o Japão, país onde ele se tornou um pioneiro e desenvolvedor do futebol.
O “Galinho” respondeu de forma bem humorada, relembrando que idolatria e “os eternos” são construídos através do diálogo entre gerações.
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— É que os vovôs continuam firmes e vivos! Vovô é mais carinhoso, então eles escutam mais o vovô que o pai — disse Zico.
Completando a brincadeira de Zico, o diretor João Wainer relembrou que o filme se diferencia dos arquivos históricos brutos, justamente pela maneira e sensibilidade que o documentário foi criado.
— A gente conseguiu organizar tudo para um avô que queira contar para o neto quem foi o Zico, para que ele tenha um lugar para ir e consiga ter todas as informações reunidas no mesmo lugar, sem ter que ficar “catando” aqui e ali — disse João Wainer.
O diretor João Wainer enfatizou que a construção do roteiro e o tratamento tecnológico que foi dado aos arquivos também auxilia nessa troca.
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— Ele tem essa função de apresentar o Zico para as novas gerações, usando a tecnologia que temos hoje para que as imagens fiquem com mais nitidez e o som fique mais bacana. Isso transforma a experiência no cinema, especialmente; vai ser muito legal ver no cinema — completou o diretor.
Filme documentário terá imagens inéditas para o público
A produção reúne um vasto acervo pessoal, com dezenas de fitas VHS, filmes Super-8 e objetos históricos, entre eles, a camisa 10 usada na final do Mundial de 1981 e um caderno com anotações detalhadas de gols ao longo da carreira.
João Wainer foi questionado sobre o modelo usado para evitar que o filme fosse apenas uma cronologia fixa da carreira de Zico.
— Eu tenho me espelhado muito na estrutura de roteiro de ficção para poder trazer isso. Se você reparar, o filme tem momentos de antagonista e protagonista. O critério que usamos, por exemplo: depois do pênalti de 86, que é um momento baixo do filme, a gente vem com o Kashima. Cronologicamente, não aconteceu exatamente depois, mas precisávamos levantar o filme de algum jeito — disse.
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Zico disse que sua principal participação na produção foi com a disponibilização de arquivos. Perguntado, o ex-jogador disse ter se surpreendido por relembrar momentos da carreira.
— Minha participação foi mais no acervo, que eu sabia que eles não tinham a menor ideia do que iam encontrar. E são imagens inéditas. Eu mesmo estou revivendo agora aqueles momentos; são momentos lindos e importantes na minha vida que eu não via há muito tempo — comentou Zico.
Algumas cenas do filme vêm de materiais que antes não estavam ao alcance do público. João fez questão de ressaltar uma parte do documentário que nem mesmo ele teria visto antes.
— Aquela sequência de gols do Sumitomo eu nunca tinha visto em lugar nenhum. Tem uma sequência de 30 gols, um atrás do outro, que é tudo novo — disse João.
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Com a participação de Ronaldo Fenômeno, Maestro Júnior, amigos e família, a descoberta da intimidade de Zico leva a um encontro entre dois extremos do planeta: da identidade do subúrbio do Rio de Janeiro aos valores disciplina japonesas.
— Um grande abraço para a galera de Floripa e região. A partir do dia 30, estejam todos nos cinemas, porque esse filme é para ver no cinema. Vão se deliciar com as imagens e com a emoção também, não tenho dúvida disso — convidou Zico.
*Sob supervisão de Marcos Jordão







