Ainda sem fonte de recursos, drenagem de dois rios em Joinville passa de R$ 700 milhões

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Macrodrenagem do rio Jaguarão está na fase de consulta pública (Foto: Arquivo Pessoal)

Os investimentos elevados tornam incertas as futuras macrodrenagens em Joinville. A intervenção nos rios Itaum e Itaum-mirim, com custo próximo de R$ 300 milhões, é a única com fonte de custeio, por meio de empréstimo de US$ 70 milhões contratado em 2017 junto ao BID. Já as macrodrenagens dos rios Bucarein e Jaguarão, com consulta pública para sugestões aberta nesta semana, terão custo de R$ 726 milhões, somadas, sem previsão ainda de onde virá o dinheiro. Das 21 macrodrenagens previstas no Plano Diretor de Drenagem Urbana da bacia do rio Cachoeira, apenas a do rio Morro Alto foi realizada. As obras do Mathias foram iniciadas em 2014 e paralisadas em 2020.

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As obras nos rios Bucarein e Jaguarão representam R$ 576 milhões, com o restante reservado para as realocações e desapropriações. Mesmo a intervenção com valor menor, do Bucarein, são R$ 326 milhões. A partir da conclusão dos projetos, a prefeitura vai começar a busca de recursos. Não será tarefa fácil.

Os mais de R$ 700 milhões necessários para as macrodrenagens dos rios Jaguarão e Bucarein representam quantia equivalente aos US$ 70 milhões contratados junto ao BID para os rios Itaum e Itaum-mirim e a drenagem no Vila Nova; os US$ 40 milhões do Fonplata para a Ponte Joinville e os R$ 200 milhões em análise junto ao Banco do Brasil para investimentos em pavimentação e pontes.

Ou seja, as duas macrodrenagens têm custo estimado próximo da soma de três dos maiores financiamentos da história de Joinville. Em outra comparação, as obras do rio Mathias, paralisadas desde 2020, tem custo de 10% das duas macrodrenagens. Os valores elevados para as obras nos rios Bucarein e Jaguarão estão previstos desde 2011, quando foi elaborado o plano de drenagem da bacia do rio Cachoeira. Já em atualização de custos, feita em 2016, a estimativa estava em R$ 578 milhões.

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