Catarinense muda rotina na África por medo da variante Ômicron: “Incerteza”

Mutação potencialmente mais infecciosa foi identificada pela primeira vez na África do Sul e deixou o mundo em alerta

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Catarinense está fazendo intercâmbio na África do Sul (Foto: Nicole Ganzenmüller, Arquivo pessoal)

O anúncio da variante Ômicron da Covid-19, potencialmente mais infecciosa, mudou a rotina da catarinense de Joinville, Nicole Ganzenmüller, 35 anos, que está na África. Com o pânico global e fechamento das fronteiras, ela conta que está apreensiva se vai conseguir retornar ao Brasil, e precisou alterar os planos de viagem. 

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A catarinense está fazendo intercâmbio na África do Sul, país onde a mutação foi detectada pela primeira. Ela relata que chegou na Cidade do Cabo, no dia 19 de novembro. Durante a primeira semana o clima estava normal. No entanto, na última sexta-feira (26), a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a variante como “preocupante”, e foi quando os países começaram a adotar novas restrições. 

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— Eu vi que tinha notícias sobre a nova variante quando cheguei, mas até então não tinha nada demais pra nós aqui. Na sexta-feira (26), veio o comunicado que o Brasil ia fechar as fronteiras, e aí começou o alvoroço — relata.  

Após terminar as aulas de inglês, Nicole iria viajar pela África, mas decidiu mudar os planos por se sentir insegura. 

— Na minha terceira semana aqui eu ia viajar para vários lugares. Eu iria para Joanesburgo e ia fazer um Safari, mas acabei desistindo por causa dessa incerteza do que vai acontecer. Preferi ficar aqui na Cidade do Cabo, porque aqui está mais tranquilo em relação a variante, tem só um caso de Ômicron.  

A catarinense relata ainda que o clima no país não é de pânico. As medidas sanitárias continuam as mesmas de antes da variante ser detectada. O uso de máscaras é obrigatório em locais fechados e abertos e há toque de recolher até a meia-noite.  

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— Aqui a vida continua normal, parece que não tá acontecendo nada. Tem baladas, muitos turistas, inclusive bastante brasileiros. O presidente não aumentou as restrições. Continua no nível um, o mais básico. Mas tem álcool em gel por tudo, sempre tem alguém na porta dos lugares medindo a temperatura. Eles são mais cuidadosos do que no Brasil. Mas já estava assim antes — declara.  

Fronteiras do Brasil com a África fechadas 

Na sexta-feira (26), o Brasil anunciou o fechamento das fronteiras com seis países da África: África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A medida é válida por 14 dias. 

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Nicole acredita que poderá retornar ao Brasil, já que o seu voo, marcada para 12 de dezembro, faz escala na Etiópia. Porém, segue apreensiva, já que as medidas mudam a todo o momento. 

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Sobre a variante Ômicron 

Identificada na África do Sul com o primeiro caso no dia 18 de novembro, a nova variante deixa o mundo em alerta por conta da alta taxa de transmissão. A OMS acredita que serão necessárias várias semanas para entender a capacidade que a nova mutação do coronavírus têm para se propagar no organismo. 

Já há casos da nova variante em todos os continentes. Veja quais países já identificaram a nova cepa em seus territórios:   

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  • África do Sul 
  • Alemanha 
  • Austrália 
  • Áustria 
  • Bélgica  
  • Botsuana  
  • Canadá  
  • Dinamarca  
  • Holanda  
  • Hong Kong  
  • Israel  
  • Itália  
  • Japão 
  • Reino Unido  
  • República Tcheca 

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