Blumenau chega à marca de 500 mortes por Covid-19

Somente neste ano a cidade já registrou praticamente a mesma quantidade de mortes pela doença que em 2020

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Vítimas da Covid-19 em 2021 em Blumenau. (Foto: Facebook e Instagram, Reprodução)

A pandemia da Covid-19 fez 500ª vítima em Blumenau. O número simbólico vem com outra marca que chama a atenção: somente neste ano, são 243 vidas pedidas para o coronavírus na cidade. É praticamente a mesma quantidade de óbitos pela doença registrada de março a dezembro de 2020. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.

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Um dos nomes em meio a esse número frio é o de Matilda Jansen, que partiu aos 77 anos. Casada há mais de cinco décadas, mãe de sete filhos e com 16 netos, ela precisou ser internada em Timbó por falta de vaga nos hospitais de Blumenau. 

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Era dia 30 de março. 

Passou praticamente uma semana na enfermaria, e, diante do caos ao redor, a vovó conectada virou símbolo de esperança e força.

— Ela mandava mensagem, fazia chamada de áudio e de vídeo. Quando a colega de quarto teve alta, disse que seria a próxima. Os médicos falavam que ela transmitia paz — lembra emocionada a filha Evelyn Jansen Teixeira.

Passada uma semana da internação, Matilda precisou ser transferida à UTI e intubada. Tudo foi muito rápido. Menos de 24 horas depois de chegar à unidade de terapia intensiva, faleceu.

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— Ela teve uma parada cardíaca em decorrência da Covid-19. É uma doença invisível, mas é real. A gente não tem que ter medo, mas precisa se cuidar, fazer a nossa parte”, desabafa ainda abalada com a partida da mãe.

Vacina é a solução

A matriarca morreu dias antes de ser liberada a vacina contra a Covid-19 para a faixa etária dela. A infectologista Sabrina Sabino é enfática ao dizer que a imunização é o melhor caminho para reverter a pandemia. O problema é que essa alternativa caminha a passos lentos, como comprovam os números.

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De uma população com quase 362 mil habitantes, Blumenau tem atualmente 34,1 mil pessoas protegidas com as duas doses recomendadas.

— Vejo essas 500 mortes com muita tristeza e revolta por falta de planejamento em nível federal. Mortes que poderiam ser evitadas com vacina — reitera a especialista.

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Enquanto a imunização não chega rápido para todos, seguir as regras sanitárias é o caminho para tentar atravessar a turbulência. É que apesar da queda no número de novos casos, a quantidade de internações permanece alta. Bateu recorde em 6 de abril de 2021 com 72 blumenauenses em UTI simultaneamente.

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Sabrina avalia que o novo cenário da pandemia pode ser atribuído à variante brasileira do coronavírus, considerada mais transmissível e agressiva. A percepção vinda do dia a dia no hospital mostra a ela que os pacientes apresentam piora do quadro clínico importante entre o sétimo e 10º dia de infecção e acabam nas UTIs.

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— Enquanto não tivermos vacina, vamos continuar patinando. É de certeza que vamos ter uma nova onda aqui no Brasil — pontua a infectologista.

Aceleração de óbitos em março e abril

As mortes por coronavírus em Blumenau aceleraram no fim de março, depois do aumento de testes positivos que começou a vir à tona em fevereiro.

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Entre os dias 4 e 5 de abril, por exemplo, morriam em média quatro pessoas por dia vítimas da Covid-19 na cidade. O número vem em queda desde o fim do mês passado e neste domingo (9) ficou abaixo de 1 pela primeira vez desde 22 de fevereiro (confira no gráfico abaixo).

Há seis dias, vale destacar, Blumenau lembrou a morte da primeira moradora vítima do coronavírus: Vanessa Salm, 34 anos, que faleceu em 5 de maio do ano passado.

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