Conheça a Metodologia de Ensino Montessoriana que estimula a autonomia e a criatividade

Considerando os alunos como protagonistas do próprio aprendizado, modelo de educação propõe a criação de espaços que favoreçam a criatividade e as experiências

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Método de ensino Montessori realiza agrupamento de turmas por diferentes faixas etárias, permitindo o exercício da cooperação e troca conhecimento entre diferentes idades. (Foto: Divulgação/Colégio Sigma)

Ao pensar a educação, Maria Montessori propôs uma metodologia que permitisse às crianças se desenvolverem integralmente, com criatividade, tomada de iniciativa, independência, disciplina interna e autoconfiança. O Método Montessori foi criado a partir da filosofia, e tem a premissa de deixar que a criança tenha suas próprias experiências. Pais, tutores ou educadores devem ser observadores atentos que seguem a criança, que diz: “Ajude-me a crescer, mas deixe-me ser eu mesma”.

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Para Neide Gugelmin, diretora geral do Colégio Sigma, de Lages, é a filosofia a espinha dorsal da Educação Montessori, e o que a diferencia das demais metodologias é a organização das turmas nas salas. No lugar da separação por séries, as classes são agrupadas por faixas etárias (de 3 a 5 anos, de 6 a 8 anos, 9 e 10, 11 e 12, 13 e 14 anos). Esses agrupamentos de diferentes idades permitem o exercício da cooperação, princípio da ajuda mútua, trocando conhecimento, enriquecimento de vocabulário, experiências, sem disputas entre as diferentes idades.

— Outro grande diferencial está no tripé da pedagogia montessoriana: ambiente, professores e materiais. O ambiente, cientificamente preparado, acontece na antecipação do professor em preparar o espaço com os materiais de desenvolvimento (específicos do Método), materiais de estimulação em diferentes áreas, e propor outras atividades que desafiam a capacidade de executar, de articular e expandir o conhecimento. Isso tudo sempre cumprindo a perspectiva de desenvolver o pensamento autônomo e a ação consciente — esclarece a diretora geral do Colégio Sigma.

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Na Educação Montessoriana, a dinâmica da sala de aula deve atender às diferentes faixas etárias do agrupamento e ser estruturada para que cada aluno possa gerenciar o seu tempo, suas escolhas, estabelecer sua agenda (Ens. Fundamental I e II), saber por onde começar o trabalho e realizar a autoavaliação, juntamente com a avaliação do professor.

— Assim, o educando torna-se o maior protagonista de sua aprendizagem, e o educador atua como um guia, atento e observador às manifestações de cada aluno — afirma Neide Gugelmin.

Valorização do protagonismo no processo de ensino e aprendizagem

Enquanto as escolas convencionais utilizam metodologias em que o professor é o protagonista e peça-chave durante as aulas, como único mantenedor do conhecimento, na Educação Montessori o aluno segue um planejamento apresentado pelo professor que prepara o ambiente, oportunizando o exercício da autonomia, estimulando a pesquisa, assumindo responsabilidades, e gerenciando seu tempo. O aluno torna-se agente de seu próprio desenvolvimento.

— Montessori é uma forma de educação para todas as idades, que ajuda a desenvolver o potencial nas diferentes áreas do conhecimento. É um ensino centrado no aluno que encoraja a criatividade e a curiosidade, e estimula o aluno a fazer perguntas, explorar, investigar e pensar por si mesmo tão logo desenvolva essas habilidades. Em uma escola Montessori, as conquistas dos alunos acontecem para além dos conteúdos. Aprender a trabalhar em equipe, compartilhar conhecimentos, ter iniciativa, saber resolver problemas, são aspectos importantes na preparação para a vida – competências essas que são diariamente estimuladas em nossos alunos — explica Daniele Melo de Liz, coordenadora do Ensino Fundamental I e II do Colégio Sigma.

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Ao mesmo tempo em que se desenvolve individualmente, as crianças e adolescentes de escolas montessorianas se percebem como cidadãos pertencentes a uma comunidade, e seu conhecimento individual é partilhado com todo o grupo. 

— A eficácia do Método Montessori se atribui à auto educação: o educando como agente da sua própria aprendizagem, que exercita a observação e liderança, que aprende a interpretar a importância da ação individual na conservação do entorno e do Planeta Terra. Que tem também conhecimento de mundo, da origem e evolução, valoriza a preservação da vida e da boa convivência em sociedade, construindo um sentimento de pertença, o que em Montessori chamamos de educação cósmica. Nesse sentido, os alunos adquirem um grande senso de cooperação, organização, justiça e honestidade — complementa Neide Gugelmin.

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Ao contrário do que muita gente pode pensar, essa autonomia não faz das escolas montessorianas um local de desordem ou desobediência. Na Educação Montessori, a criança “quer o que faz”, o que é diferente de “fazer o que quer”. Isto é resultado dos princípios claros e da efetividade em sua prática, a exemplo da autonomia, livre escolha, disciplina (interna e externa), entre outros que asseguram uma aprendizagem dinâmica e eficaz.

— Educação Montessori significa “uma educação para toda a vida”, pois nada substitui as próprias experiências. Os que passaram pelo Sigma levaram este forte legado: o registro sensorial, emocional e intelectual de suas vivências. Os nossos colaboradores, pais, profissionais da educação e a comunidade, de modo geral, que acompanham a evolução da sociedade veem a educação como investimento – um caminho para a realização pessoal e profissional. É assim que nos sentimos: coparticipantes de uma construção de vida — afirma a diretora-geral.

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Os desafios da Educação Montessoriana durante a pandemia

Nas escolas Montessori, as salas de aula são preparadas para que os alunos circulem livremente durante as atividades, sem a demarcação de mesas e cadeiras, como das escolas convencionais. Além disso, todo o espaço é pensado para proporcionar as experiências individuais e as partilhas coletivas. E estas ações – experimentar e partilhar – precisaram ser ressignificadas durante a pandemia.

>> Como fica a volta às aulas presenciais em São José, Palhoça e Biguaçu após adiamento em Florianópolis

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Entre as soluções encontradas pelos educadores, as ferramentas tecnológicas ganharam destaque e permitiram a continuidade das atividades.

— O ano passado, a Educação Infantil utilizou a ferramenta Padlet, uma página on-line pela qual a família recebia o planejamento da semana em um link que contemplava textos orientadores, vídeos, podcast e folhetos. Usamos como canal de comunicação e divulgação do Padlet, Agenda Virtual e a rede social Telegram. Pelo Telegram, as professoras interagiam nos grupos das turmas conversando diretamente com os pais, alunos e responsáveis pelas atividades pedagógicas das crianças. Para as lives semanais com a turma e atendimentos específicos de pais e crianças, optamos pelo Zoom — comenta Luciana Amarante, coordenadora da Educação Infantil do Colégio Sigma.

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Para a diretora geral, 2020 foi um ano com mudanças significativas, principalmente no que se refere ao sistema remoto de ensino e de aprendizagem, e aos desafios que surgiram tanto para os educadores quanto para os alunos. As mudanças na forma de fazer educação estabeleceram um novo ritmo, mas a função sociocultural da escola continuou a exigir das instituições de ensino o cumprimento do seu papel de educar para a vida e futuro das gerações.

— O termômetro para medir a qualidade do nosso trabalho on-line em 2020 teve como base a devolutiva dos pais. Foram muitos os elogios atribuídos aos cuidados em todo o processo escolar, desde a adaptação à tecnologia, planejamento e atividades para o acompanhamento das aulas. O resultado foi conferido na avaliação individual, também on-line, com a participação dos pais, do (a) aluno (a) e dos professores, num só momento. Uma forma de conferir o envolvimento de todos. Com o retorno às aulas presenciais houve maior fluência com a internet, computador, smartphone e outros instrumentos, evidenciando que Montessori é um método cada vez mais atual — atesta a diretora geral.

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Ensino híbrido e a importância dos cuidados individuais e coletivos na volta às aulas

Neide Gugelmin, acredita que o Colégio Sigma fez a “tarefa de casa” para adequar sua estrutura de funcionamento com segurança neste retorno às aulas presenciais. A partir do plano de contingência (Plancon) do Governo Estadual, a escola desenvolveu o seu próprio. Ele contempla desde a entrada dos alunos e profissionais, que devem passar pelo controle com aferição de temperatura, pela higienização das mãos, mochilas e calçados – há tapetes sanitizantes em todas as entradas, inclusive nas salas de aula. A estrutura ampla, que permite o distanciamento e a ventilação natural, possibilitou ao colégio manter presencialmente todos os alunos que optaram por esse formato.

 — Mesmo com uma infraestrutura segura e completa, oferecemos aos alunos a opção de aula on-line. A escola investiu em equipamentos de última geração e internet de alta velocidade. Segundo a direção e coordenação pedagógica da escola, todos os procedimentos foram aprovados pela comunidade escolar. Garantir o cumprimento dos protocolos e manter as crianças na escola é a nossa responsabilidade — explica Juliane Godoy Carvalho, coordenadora administrativa e responsável pelo Plancon e Manual da Família Sigma.

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— Sempre estivemos muito presentes e neste curto período de início das aulas já foi possível mensurar, com os professores e alunos, que o sistema híbrido (ensino remoto-presencial), trouxe muito mais ganhos do que se esperava. Isto nos tornou mais fortalecidos e preparados para agirmos rapidamente quando novas intervenções surgirem decorrentes da pandemia, da qual, nesta luta, somos todos reféns — conclui a diretora.

Com 48 anos de história, o Colégio Sigma segue valorizando o diálogo, a experiência, a independência e buscando, segundo o método e a filosofia Montessori, um melhor envolvimento do indivíduo na sociedade.

Conheça mais sobre esse modelo de ensino acessando o site do Colégio Sigma.