Coronavírus: homem de 38 anos morre em Papanduva, no Planalto Norte de Santa Catarina

É a primeira morte pela doença nesta região do Estado, em uma cidade que tinha apenas três casos confirmados de Covid-19

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Papanduva tem 18 mil habitantes e registrou três casos da doença (Foto: Prefeitura de Papanduva/ Divulgação)

Um homem de 38 anos morreu no último fim de semana por Covid-19 em Papanduva, cidade no Planalto Norte de Santa Catarina. Ele era a terceira pessoa a ter diagnóstico positivo de coronavírus no município, e o primeiro que não tinha histórico de viagem ou contato com pessoas de fora da cidade. Por isso, a Secretaria de Saúde de Papanduva acredita que ele tenha sido infectado por contaminação comunitária.

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Ele foi identificado como Anselmo Carlos dos Santos. A morte ocorreu no domingo (10), no Hospital São Vicente de Paula, em Mafra. Segundo a Prefeitura de Papanduva, Anselmo tinha enfisema pulmonar, uma doença respiratória crônica que afeta a elasticidade dos pulmões e os alvéolos pulmonares.

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O teste positivo para coronavírus foi confirmado pelo Lacen (Laboratório Central do Estado de Santa Catarina) apenas na terça-feira (12). O Hospital São Vicente de Paulo divulgou nota informando que o paciente deu entrada na emergência no domingo (10), já em estado grave, vindo a óbito no mesmo dia. Além da infecção pelo vírus, a vítima também apresentava um quadro avançado de asma e bronquite.

O hospital informou ainda que o paciente foi recebido conforme todos os protocolos de segurança, tanto para ele quanto para a equipe de atendimento.

— Fizemos todos os procedimentos necessários e possíveis na busca de reverter o quadro, porém, infelizmente não foi possível, devido ao estado avançado de enfermidade do paciente — explicou o diretor técnico do hospital, Michael R. Lang.

Os familiares de Anselmo foram orientados pela Secretaria de Saúde de Papanduva a ficarem em isolamento social, e as pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo monitoradas. Se apresentarem os sintomas, deverão procurar uma unidade de saúde. Os exames devem ser feitos a partir de oitavo dia subsequente ao contato com a vítima, cumprindo o protocolo do Ministério da Saúde.