EUA é o primeiro país a ter mais de 2 mil mortes por coronavírus em um dia

Já são quase meio milhão de casos de contágios declarados oficialmente da doença

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Um homem anda de bicicleta pela Times Square deserta, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos (Foto: JOHANNES EISELE / AFP)

Os Estados Unidos se tornou o primeiro país do mundo a superar as 2 mil mortes pelo novo coronavírus em um dia, com mais 2.108 mortes registradas em 24 horas, segundo a contagem da Universidade Johns Hopkins às 20h30 (horário local) desta sexta-feira (10).

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O número total de mortes registradas nos Estados Unidos é de 18.586, que está muito perto do país mais afetado, a Itália, com 18.849 mortes, mas com uma população cinco vezes menor.

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Os Estados Unidos também se aproximam de meio milhão de casos de contágios declarados oficialmente da doença (+35.000 casos registrados em 24 horas).

Impactos na economia

O presidente americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) que a decisão sobre quando reabrir a economia dos Estados Unidos, fechada devido à pandemia do novo coronavírus, é a mais difícil que teve que tomar em sua vida.

"Terei que tomar uma decisão e só peço a Deus que seja a decisão certa. Mas diria, sem dúvida, que é a decisão mais importante que já tive que tomar", disse Trump durante coletiva de imprensa na Casa Branca.

Trump, que tentará a reeleição em novembro, está ansioso por reabrir a economia dos Estados Unidos depois de semanas de duras medidas que fecharam empresas e reduziram drasticamente o transporte em todo o país para conter a propagação da Covid-19.

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O sólido desempenho econômico do país era sua bandeira de campanha. Mas uma abertura prematura poria em risco vidas, se os contágios dispararem.

"Tenho que tomar a decisão mais importante da minha vida", disse.

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Ante o vencimento, no fim do mês, das diretrizes federais atuais sobre distanciamento social, cresce a expectativa de que Trump diga aos americanos que podem começar a retomar a atividade normal a partir de maio, pelo menos em algumas partes do país.

A decisão será baseada em parte em dados médicos, mas também é fortemente influenciada por considerações políticas e recomendações do setor empresarial, devastado pelo fechamento, com uma queda abrupta da receita e pedidos de seguro-desemprego em massa.

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Trump diz que vai anunciar na terça-feira os membros de um novo grupo de trabalho que deve preparar este processo.

"Eu o denomino grupo de trabalho para a abertura do nosso país, o nosso conselho de país", disse.

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O grupo incluirá "médicos e empresários muito bons", assim como provavelmente governadores de estados, explicou.

Em um sinal de que Trump buscará um amplo apoio para o que poderia ser uma decisão politicamente perigosa, disse que quer uma representação política republicana e democrata.

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"Quero colocar os dois partidos", disse.

Para tranquilizar os críticos que dizem que corre o risco de se precipitar, Trump insistiu em que a opinião médica será chave.

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"Estamos vendo uma data, esperamos poder cumprir uma data determinada, mas não faremos nada até que saibamos que este país vai estar saudável", disse. "Não queremos voltar e ter que começar de novo".