Bruno Covas anuncia cloroquina em hospitais de SP contra o coronavírus

Medicamento está em centro de polêmica envolvendo eficácia do tratamento e defesa do presidente Jair Bolsonaro

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Bruno Covas anunciou adoção do medicamento no protocolo contra a Covid-19 (Foto: Rovena Rosa, Agência Brasil)

Por Artur Rodrigues

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O prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou nesta quinta-feira (9) que a cidade de São Paulo adotou a cloroquina em seu protocolo de tratamento do coronavírus.

O medicamento está no centro de uma polêmica relacionada, uma vez que, mesmo em testes, virou a principal bandeira do presidente Jair Bolsonaro. Além disso, virou tema de polêmica entre o grupo do governador João Doria (PSDB), incluindo Covas, e os bolsonaristas.

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– Nossos hospitais municipais vão passar a administrar também a cloroquina. Temos hoje 6 mil cápsulas. Como cada paciente toma seis, já temos medicamento para tratar mil pessoas – disse Covas.

Mais medicamento deve ser adquirido pela prefeitura. O prefeito frisou que o medicamento será usado desde que o médico prescreva e que o paciente aceite.

– A cloroquina no caso do município é para o paciente dos hospitais municipais, não é medicamento para ser distribuído em rua – ressaltou Covas.

O medicamento virou alvo de uma disputa com Bolsonaro, que vem questionando o infectologista David Uip sobre ele usou ou não a cloroquina no seu tratamento contra o coronavírus.

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Doria afirmou na quarta (8) recomendou na última semana ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a distribuição da cloroquina na rede pública do país. A afirmação fez com que o tucano fosse alvo de ataques, incluindo do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, que chamou o governador de canalha.

Entre os bolsonaristas, a atitude foi vista como se Doria tivesse tentado se apropriar da bandeira bolsonarista.

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Nesta quinta, Doria adotou tom mais ameno, sem as críticas quase diárias que faz a Bolsonaro.

O tucano afirmou que não há, no momento, nenhuma previsão de relaxamento das medidas de isolamento no estado.