Os ventiladores mecânicos são fundamentais para tratar pacientes graves de coronavírus. Eles costumam ser usados quando o pulmão fica comprometido e a pessoa não consegue respirar por conta própria. Normalmente, esses aparelhos estão apenas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), e por isso, são insuficientes em uma pandemia.
Na Grande Florianópolis, médicos de outras unidades de tratamento hospitalar participam de mini curso sobre entubação, procedimento que envolve o uso de ventiladores mecânicos, para o caso de o número de infectados aumentar ainda mais.
Conforme o médico Rômulo Rocha, que atua na coordenação do Centro de Referência aos Sintomáticos Respiratórios de São José, os ventiladores são importantes também para evitar a contaminação de que quem dá atendimento aos infectados.
– Ventiladores são um suporte que o paciente recebe ao ser entubado. Há algumas formas de fazer isso, porém para não espalhar o vírus e pôr em risco os profissionais, o uso indicado é dos ventiladores – explicou.
Embora se disseminem na internet vídeos com profissionais de outras áreas sugerindo a fabricação de ventiladores respiratórios, o processo é complexo e compreende diversos aspectos, segundo Rômulo Rocha.
– O problema não é tanto a forma de ventilar. O risco é a produção de aerossol. Por isso o uso de ventiladores, que são sistemas fechados. enquanto outras formas criam aerossol e podem colocar em risco o paciente. Tem que criar sistema fechado de ventilação – explicou.
Ouça entrevista de Mário Motta com Rômulo Rocha:
De acordo com o médico, pacientes com comorbidades são monitorados para que possa ser feita entubação precoce no caso de o quadro se agravar.
– Relatos que temos é de que a emulsão é muito rápida. O tipo de comorbidade influencia muito até na escolha dos medicamentos que tu vai usar para fazer essa sequência rápida de entubação – detalhou.
No momento, os profissionais que atuam em UTI ficam responsáveis pela entubação de pacientes, mas se o número de casos graves aumentar, profissionais de outras áreas hospitalares terão que auxiliar.
– Hoje, a maioria dos equipamentos são produzidos na China, mas várias empresas estão tentando alterar as formas de produção para conseguir produzir esses materiais aqui – relatou.
