A EDP Energias do Brasil, multinacional de Portugal que atua no país nas áreas de distribuição, comercialização, geração e transmissão, anunciou a compra da participação de 14,5% da Previ na Celesc pelo valor de R$ 230 milhões. Também informou que fará uma OPA (Oferta Pública de Ações) voluntária para comprar ações de outros sócios da companhia catarinense e, assim, chegar a uma participação de 32,5% do capital da Celesc. Na manhã desta quarta-feira, a EDP faz uma teleconferência para explicar a decisão para investidores. O presidente da companhia, Miguel Setas, comunicou a decisão em fato relevante.
Segundo o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, essa negociação da EDP para a compra da participação da Previ vem acontecendo há cerca de dois anos. Isso aproximou as duas empresas e levou a EDP a se tornar sócia da Celesc na construção de uma linha de transmissão de R$ 1,2 bilhão em SC.
A EDP decidiu investir na Celesc em função do bom desempenho da companhia e potencial de crescimento. As ações da Celesc têm crescido acima da média do mercado de energia e acima do índice Ibovespa deste ano, informou o presidente.
O governo catarinense continua com o controle acionário da companhia, com 50,2% das ações ordinárias (com direito a voto) e 20% do capital total da empresa. Conforme Siewert, tanto o governador Raimundo Colombo, quanto o vice-governador Eduardo Pinho Moreira são contrários à privatização da companhia enquanto ela gerar resultados positivos para os acionistas e a comunidade, o que vem ocorrendo.
A Previ era a acionista mais crítica da gestão da Celesc, o que motivou a empresa a melhorar a governança a partir de 2011. Desde 2015, a participação do fundo de pensão era gerida na Celesc pelo fundo Angra Partners.