Aumento na arrecadação leva prefeitura de Itajaí a suspender decreto de emergência financeira  

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A prefeitura de Itajaí publicará esta semana a suspensão do decreto de emergência financeira, válido desde junho do ano passado. Embora uma parte do decreto ainda não tenha sido cumprida _ como a revisão no número de comissionados e a reforma administrativa _, para o prefeito Volnei Morastoni (PMDB) os meses de “cinto apertado” já cumpriram seu papel.

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Uma das justificativas para o decreto era o volume de arrecadação mensal, 8% menor do que o previsto à época. Os números viraram no último semestre, resultado de uma leve recuperação na economia. Itajaí terminou 2017 com um volume de arrecadação 16% maior do que o ano passado.

ICMS cresceu

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O ICMS, principal motor da economia de Itajaí, cresceu 13% em 2017 _ um avanço significativo depois de dois anos mornos. Em 2015, quando o porto perdeu metade da movimentação a partir do segundo semestre, o imposto fechou com redução de 0,8%. Em 2016, com a economia em baixa, o crescimento foi leve, de apenas 2,5%.

A recuperação de linhas no Porto de Itajaí, o bom volume de exportações que passou pela cadeia logística local e uma maior disposição para os gastos no comércio seguraram a alavancada. O ICMS corresponde a 35% da arrecadação de Itajaí.

Inadimplência

A recuperação da economia em Itajaí refletiu na inadimplência do IPTU: passou de 50%, em 2016, para 28% em 2017. Quem tinha dívidas com o município também se mexeu para pagar. O Refis, que termina em fevereiro, já arrecadou R$ 28 milhões. A meta, que era de R$ 20 milhões, foi alcançada no início de dezembro.