O grupo de oposição ao governo Udo na Câmara de Vereadores está cobrando do prefeito a abertura imediata das negociações entre a Prefeitura de Joinville e o Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej). Em carta aberta a Udo Döhler, os vereadores alegam que o sindicato tenta “simplesmente abrir uma conversa”, enquanto que a conversa é adiada pelo Executivo para 16 de março.
O bloco alega que a greve dos servidores está trazendo impactos para os cidadãos de Joinville. “A quem esses pais de família recorrem quando precisam deixar seus filhos na escola para poderem trabalhar? Ou, será que em caso de enfermidade serão atendidos, já que os servidores do Hospital Municipal São José, por exemplo, estão em greve? Não são apenas alguns servidores em greve. São famílias inteiras sem atendimento”, alegam os vereadores Iracema do Retalho (PSB), Maurício Peixer (PL), Ninfo König (PSB), Odir Nunes (PSDB) e Rodrigo Fachini (MDB).
O adiamento do início das negociações é considerado “injustificado”. “Diante desta realidade, apelamos ao senhor para que inicie uma conversa com a categoria ainda nesta semana. Assim, os serviços públicos podem começar a ser restabelecidos, minimizando os prejuízos à comunidade joinvilense”.
A Prefeitura de Joinville considera a data de 16 de março para encontro com o Sinsej como antecipação da discussão da pauta de reivindicações do funcionalismo, afinal, a data- base é maio (uma das alegações é de que, neste momento, não há ainda o índice da inflação a ser levado em conta nas negociações). O fato de 2020 ser ano eleitoral não traria reflexos às negociações porque o acordo pode ser fechado antes do período de restrições, segundo a avaliação do Executivo.
