Exportações de Blumenau caem e importações sobem em 2017

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Na contramão dos resultados de Santa Catarina e do Brasil, as exportações de Blumenau, em valores, caíram 9,5% em 2017 na comparação com 2016, somando US$ 430,6 milhões. Foi o pior desempenho desde 2005, ano em que os embarques de mercadorias produzidas no município rumo ao exterior totalizaram US$ 395,4 milhões. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, divulgados sexta-feira.

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As importações, por outro lado, voltaram a crescer depois de duas quedas significativas registradas em 2015 (-30,3%) e 2016 (-20,3%), alcançando a cifra de US$ 403,2 milhões. Com isso, o saldo da balança comercial do município (diferença entre vendas e compras do mercado internacional) foi positivo em US$ 27,4 milhões. Em 2016, este número havia sido bem mais expressivo: US$ 129 milhões.

Vender mais do que comprar parece, claro, ser sempre o melhor negócio, mas no caso de Blumenau há particularidades que vão além dos números e revelam melhora na atividade industrial local.

No topo da lista de produtos adquiridos lá fora estão, por exemplo, máquinas de costura, cujas compras somaram US$ 17,2 milhões, alta de 47,7% frente a 2016. Já as importações de fibras artificiais, fibras sintéticas e tecidos de algodão também subiram em volume e receita no ano que passou.

São todos indicativos de melhora na atividade têxtil, um dos principais segmentos econômicos da cidade. Vale lembrar que a maioria das empresas locais do ramo concentra as vendas no mercado doméstico, por isso a matéria-prima adquirida do exterior muitas vezes não retorna para lá em forma de produto acabado.

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Sempre ela

A China se manteve como principal fonte de origem de mercadorias compradas por empresas de Blumenau em 2017, e ainda aumentou sua participação. Se em 2016 as importações do gigante asiático representavam 37,6% do total, no ano passado esse índice subiu para 41%. Em receitas, são US$ 165,3 milhões.

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O campeão

Tabaco não manufaturado foi o produto mais exportado de Blumenau em 2017. Respondeu por 69% dos embarques, totalizando US$ 297 milhões. Efeito direto da unidade que a Souza Cruz mantém no bairro Garcia.

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Novos mercados

Chama a atenção o crescimento das receitas com exportações de Blumenau para países como Nigéria (37,1%), Paraguai (43,8%) e África do Sul (80,8%) no último ano. As empresas locais também voltaram a fazer mais negócios com os Estados Unidos, com alta de 73%. Apesar disso, a terra do Tio Sam aparece apenas na quinta posição na lista de principais destinos.