Recuperação do porto e turismo de negócios são apostas para 2018 na região de Itajaí

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O novo ano começa com expectativa no trade turístico em Balneário Camboriú. É aguardada para o primeiro trimestre a entrega do Centro de Eventos, o maior do Estado e um dos maiores do país, com investimentos que chegam a R$ 134 milhões divididos entre governo federal, estadual e municipal. A captação de eventos, no entanto, esbarra no atraso do estudo de viabilidade, que deveria ter sido feito antes do início da obra mas só foi contratado recentemente pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte. A primeira fase da avaliação está em análise no Governo do Estado.

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É esse estudo que indicará o melhor modelo de gestão para o Centro de Eventos. A maior parte do trade entende que o espaço deve ter administração terceirizada, e há interesse no mercado. O espaço já foi visitado por representantes do Grupo Positivo, da empresa francesa de eventos GL, e de uma empresa latino-americana que administra estruturas semelhantes em Argentina e no Uruguai.

Enquanto a definição e uma possível licitação para comandar o Centro de Eventos não sai, não há sequer como fazer cotação de preços para ocupação. Isso já deixou o espaço fora de algumas grandes concorrências, o que fez o Convention & Visitors Bureau, que atua na captação, colocar o pé no freio.

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Para desbancar Brasília e Manaus e atrair o Congresso Nacional de Contabilistas, em 2020, foi necessário garantir o comprometimento da prefeitura e do Estado. O evento deve trazer cerca de 16 mil pessoas à cidade, e um incremento de R$ 34 milhões à economia local.

Com o estudo de viabilidade em curso, espera-se que a gestão seja licitada em breve. O Estado também aguarda a liberação de mais R$ 17 milhões do Ministério do Turismo para o mobiliário. A tendência é que o espaço comece a ser usado a partir do segundo semestre.

Risco de paralisação na bacia

A maior obra de infraestrutura em execução no Estado é também a maior expectativa de Itajaí e Navegantes. A abertura da nova bacia de evolução trará a possibilidade de operar navios maiores e mais carregados_ essencial para manter as operações no Complexo Portuário que responde por mais de 60% do comércio exterior catarinense, e é o segundo em movimentação de contêineres no país.

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Até o fechamento da coluna, o Governo do Estado ainda não havia liberado um aditivo de R$ 25 milhões, do qual depende a continuidade da obra. O dinheiro extra foi necessário devido ao recuo do governo federal em relação à segunda etapa da bacia de evolução. O Estado precisou executar estruturas de contenção que não haviam sido previstas, para que o trabalho não fosse perdido.

A empreitada tem verba para seguir até o fim de janeiro. Se o aditivo não sair, será paralisada.