O Sindipetro PR SC, sindicato que representa os petroleiros no Estado, fez na manhã nesta quarta-feira (19) um ato junto ao terminal da Petrobras em Bigaçu, na Grande Florianópolis. Dirigentes sindicais conversaram com trabalhadores que ainda não aderiram ao movimento.
Nas cinco unidades da Petrobras do Estado, quatro têm uma média de adesão dos petroleiros à greve de 85%. A exceção é São Francisco do Sul, onde 60% dos trabalhadores estão paralisados.
Petroleiros estão em greve em cinco unidades da Petrobras em Santa Catarina
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou a greve nacional abusiva, mas os petroleiros vão recorrer e não recuaram no movimento. A greve iniciou no dia 1º de fevereiro, porque a Petrobras teria descumprido o acordo coletivo de trabalho, que prevê que demissões coletivas precisam ser negociadas com os empregados nos respectivos sindicatos. A empresa pretende demitir mil funcionários de uma indústria de fertilizantes que fica em Araucária, no Paraná.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirma que 21 mil trabalhadores estão em greve em 121 unidades da Petrobras, em todo o país. Em Santa Catarina, a paralisação ocorre em Itajaí, Biguaçu, Guaramirim, Joinville e São Francisco do Sul.
A Petrobras suspendeu férias de trabalhadores, e garante que a produção e distribuição de combustível não será afetada. No entanto, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) já admite risco de desabastecimento se a paralisação perdurar.
Jordano Zanardi, diretor do Sindipetro PR SC, diz que os petroleiros não têm intenção de desabastecer o país, mas afirma que a Petrobras não aceita que os sindicatos apresentem o contingente de greve – trabalhadores para manter o funcionamento. Além disso, afirma que a empresa e o governo federal se negam a negociar com os trabalhadores.
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