Coronavírus em SC: pacote econômico inclui empréstimos e postergação de imposto para manter empregos

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O secretários Helton Zeferino, Paulo Eli e Lucas Esmeraldino com o governador (segundo à esq.) (Foto: Maurício Vieira / Secom)

O governo de Santa Catarina antecipou na noite desta sexta-feira (20), em entrevista coletiva, o pacote de medidas econômicas para socorrer empresas e manter empregos no Estado durante a crise do coronavírus. A lista inclui, entre outras medidas, linhas do Badesc e BRDE com juros baixos e juro zero para microempreendedor individual, crédito para capital de giro e postergação da arrecadação de impostos do Simples seguindo o mesmo padrão adotado pelo governo federal. Além disso, o governo estuda a prorrogação da arrecadação de ICMS para fatos a partir deste mês de março.

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O governador Carlos Moisés da Silva anunciou também a decisão de autorizar as indústrias do Estado a operarem com até 50% da equipe de pessoal. As medidas econômicas foram anunciadas pelo secretário da Fazenda, Paulo Eli, que coordena o Grupo Econômico de gestão de crise do Estado, e esteve acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino. O pacote contou com as participações também do Badesc, BRDE, Secretaria de Agricultura, Turismo e Celesc.

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Socorro para empresas:

1 – Carência e postergação de dois a seis meses dos contratos de financiamento em andamento das pequenas e médias empresas. Tanto o BRDE quanto o Badesc vão fazer essa postergação a partir da solicitação das empresas.

2- Ampliação do programa microcrédito Juro Zero do Badesc de R$ 3 mil para R$ 5 mil por operação para microempreendedor individual, com juro totalmente pago pelo Estado. O Badesc disse que consegue disponibilizar R$ 70 milhões para essa linha, que dá em torno de R$ 14 mil contratos. O crédito é operado por meio das instituições de Microcrédito Produtivo e Orientado (IMPOs) que atendem 100% dos municípios catarinenses.

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3- Linha de crédito de capital de giro para micro e pequenas empresas, com carência de 12 meses a 18 meses, com 30 meses de pagamentos, com juros subsidiados pelo Estado. Operações de até R$ 200 mil. O BRDE já dispõe R$ 50 milhões para essas operações.

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4 – Linha de crédito emergencial do Badesc para pequenos empreendedores, com limite de até R$ 150 mil, carência de 12 meses e amortização em 36 meses, com juros subsidiados parcialmente pelo Estado. O Badesc tem R$ 50 milhões com recursos próprios para essa linha.

5 – Secretaria de Agricultura está montando projeto para pequenos produtores rurais pelo FDE com juros de 2,5% ao ano, para pagamento em 36 meses, carência de 12 meses. Recursos disponíveis de R$ 60 milhões.

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6 – Todos esses projetos precisam ser suplementados com recursos novos do BNDES. Vamos buscar para agora para dar mais robustez a oferta porque as empresas ficarão sem recursos para pagar seus compromissos em função da paralisação.

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Tributos Estaduais

1 – Postergação do pagamento da parte de ICMS do Simples, a exemplo do que fez o governo federal com tributos da União. Parcela de abril fica para outubro e assim, sucessivamente.

2 – Solicitação ao Confaz a aprovação da isenção ou redução de tributos a todos os produtos de uso em função do coronavírus, como álcool gel, máscaras, hipoclorito de sódio e outros.

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3 – Prorrogação de todos os prazos de obrigações acessórias e todos os prazos de processos fiscais que existem na Fazenda.

4- Em estudo, a prorrogação do prazo de pagamento de ICMS por parte das empresas fechadas em função do decreto. Isso para fatos geradores a partir de março de 2020.

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Pleitos ao governo federal

1 – Aporte de recursos para custeio de ações alta e média complexidade para ações estruturantes de saúde pública. Mais recursos para o Fundo da Saúde.

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2 – Suspensão pelo prazo de 12 meses das dívidas do Estado com a União, Banco do Brasil e BNDES. Em SC, essa dívida é de R$ 130 milhões por mês.

3 – Ampliação dos limites de novas liberações de crédito com o BNDES e o Banco do Brasil

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4 – Redução de exigências burocráticas para novas operações de crédito. Hoje se leva de um a dois anos para uma operação de crédito. Não podemos esperar esse prazo.

Início do trabalho

O governador Carlos Moisés agradeceu a colaboração das entidades empresariais nas sugestões de medidas necessárias para a economia. Além de cuidar das questões de saúde e segurança, o governador Carlos Moisés está atento às finanças do Estado.

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– O enfrentamento dessa crise traz uma perda brusca de arrecadação e o Estado precisa tentar equilibrar as contas para manter os serviços e continuar trabalhando com eficiência, na área de segurança e da saúde pública – explicou ele.

O secretário Paulo Eli disse que essa série de medidas consistem no início do trabalho do Grupo Econômico em ação imediata para as empresas que estão com atividades paralisadas.

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As medidas anunciadas pelo governo, segundo ele, são todas para empresas formalizadas, com destaque para o Juro Zero a microempreendedores individuais (MEIs). Atualmente, SC conta com mais de 417 mil MEIs, 54% do total das empresas em atividade no Estado. Para empreendedores informais, o governo de SC aguarda detalhamento da proposta do governo federal de ajuda de R$ 200 e aceita sugestões.

O secretário de Desenvolvimento, Lucas Esmeraldino, também comentou o pacote anunciado.

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-Isso é para preservar e ajudar o micro, pequeno, médio e o grande empresário de Santa Catarina, que serão os mais afetados com a crise. Nós, como governo do Estado, estamos recebendo todas as indicações propostas. São mais de 40 entidades em contato com o Grupo Econômico – afirmou Esmeraldino.