Taxa de desemprego sobe para 5,7% em Santa Catarina 

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Pesquisa Pnad já indica efeitos negativos do coronavírus no mercado de trabalho Foto: Tiago Ghizoni

Os números sobre emprego começam a refletir efeitos da crise econômica causada pelo novo coronavírus. A pesquisa Pnad Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, mostra que a taxa de desemprego em Santa Catarina subiu de 5,3% para 5,7% no primeiro trimestre deste ano. Em números totais, 215 mil pessoas estavam procurando trabalho no período, cerca de 6 mil a mais do que no último trimestre de 2019, quando 209 mil procuravam colocação.

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Apesar desse aumento, o Estado manteve a menor taxa de desemprego do Brasil, seguido por Mato Grosso do Sul com 7,6% e Paraná, 7,9%. A taxa de desocupação catarinense no primeiro trimestre deste ano também foi melhor que a do mesmo período de 2019, quando estava em 6%.

No Brasil, a taxa de desocupação no primeiro trimestre deste ano subiu para 12,2%, o que significa 1,3 ponto percentual a mais do que a do último trimestre de 2019 (11%). Frente ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 0,5 ponto percentual porque estava em 12,7%.

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As maiores taxas foram registradas na Bahia (18,7%), Amapá (17,2%), Alagoas e Roraima (16,5%).

Com a menor taxa de desemprego, SC também lidera em outros indicadores do mercado de trabalho. Tem o maior percentual de pessoas com carteira assinada, 88,8%, a menor taxa de subutilização da força de trabalho do país (10%), a menor de informalidade (26%) e também a menor de desalentados (0,8%), isto é o grupo que perdeu a esperança de conseguir colocação no mercado.

A Pnad mostrou também que o número de trabalhadores por conta própria no Estado caiu de 823 mil para 822 mil e o total de pessoas atuando sem carteira assinada no setor privado recuou de 253 mil para 218 mil. O número de trabalhadores domésticos recuou de 181 mil para 180 mil. Esses dados refletem uma maior dificuldade das empresas e famílias oferecerem trabalho.

O rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros foi estimado em R$ 2.398 no país, no primeiro semestre de 2020, com estabilidade frente a 2019.

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Impacto maior da pandemia

A última pesquisa sobre os efeitos da pandemia no emprego e na receita das empresas em Santa Catarina, divulgada terça-feira (12/05) pelo Sebrae-SC, Fecomércio e Fiesc, indicou o fechamento de 530 mil postos de trabalho no Estado desde o início do isolamento social, em 18 de março. O impacto disso deve aparecer na Pnad do segundo trimestre do ano, que sai em agosto. Será possível saber se as empresas realizaram efetivamente os desligamentos que indicaram na pesquisa e se SC deixará de ser o melhor Estado no emprego.