Falta de crédito segue como principal problema das empresas em SC

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Carlos Velloso, coordenador geral do capítulo IBGC SC Foto:Reprodução

Ao participar de fórum virtual sobre gestão e governança em tempos de volatilidade realizado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), executivos de entidades empresariais catarinenses alertaram que a falta de crédito continua sendo o problema mais crítico da maioria das empresas nesta pandemia.

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Tanto o diretor de Inovação da Fiesc, José Eduardo Fiates, quanto o diretor superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca e o presidente do conselho da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Daniel Leipnitz, enfatizaram a continuidade desse gargalo. Isso apesar de o governo federal já ter ofertado linhas de financiamento para todos os segmentos. O evento, que foi mediado pelo coordenador geral do capítulo IBGC SC, Carlos Velloso, teve também palestras do presidente do conselho do IBGC Brasil, Henrique Luz.

– A questão dos recursos financeiros é um dos fatores mais críticos nesse momento – afirmou José Eduardo Fiates.

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Na análise do diretor da Fiesc, a pandemia causou um tsunami com quatro crises: econômica, social, ambiental e cultural. Segundo ele, Santa Catarina tem empresas em condições de competir internacionalmente e esse será um dos diferenciais para superar a atual fase. A Fiesc está elaborando a segunda fase do programa Travessia, para ser protagonista em oportunidades de mercado.

Carlos Henrique Fonseca lembrou que em Santa Catarina 98% das empresas são micro e pequenas, juntas respondem por 35% do PIB e no ano passado, esse segmento gerou oito de cada 10 novos postos de trabalho.

– O acesso ao crédito é a maior dificuldade para o pequeno negócio. As instituições financeiras, num momento de crise, não querem tomar riscos – lamentou o executivo, ao destacar que de cada 10 empresas que procuraram crédito no Estado durante a pandemia, apenas três conseguiram.

Daniel Leipnitz, da Acate, também afirmou que todos estão preocupados, agora, com a questão financeira e que os bancos não estão preparados para atender o novo tipo de empresa, especialmente de tecnologia.

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Para o empresário, esse período da pandemia mostrou a importância de as empresas terem uma governança clara e conselheiros experientes. Segundo ele, em três meses a digitalização da economia acelerou, seria algo que aconteceria em 10 anos. Uma das consequências serão menos postos de trabalho.

Para o presidente do conselho do IBGC, Henrique Luz, essa é a maior crise enfrentada pela humanidade desde o século 19. Mas ele alerta que empresas com governança têm melhores condições de longevidade.

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Segundo Henrique Luz, os quatro princípios de governança que devem ser seguidos são a transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Luz disse também que a boa governança atrai mais investidores, tanto do país quanto do exterior. E do total de recursos de fundos de private equity investidos no Brasil, 70% veio de fora.