Dentro de 15 dias, Santa Catarina e o Brasil viverão novas emoções com a posse dos novos integrantes da Assembleia Legislativa, da Câmara Federal e do Senado, e a eleição das respectivas Mesas.
No Legislativo estadual, a escolha está definida com o consenso em torno do deputado Júlio Garcia, do PSD, para a presidência. Composições articuladas nos bastidores indicarão nas próximas semanas os nomes para os demais cargos na Mesa. Em relação às comissões técnicas, duas decisões tomadas: o MDB terá a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, e o PSDB o comando da Comissão de Finanças.
Na Câmara Federal, firma-se o favoritismo do deputado Rodrigo Maia, do DEM do Rio. Com a adesão do PDT e, ultimamente, do PCdoB, surgiram novos sinais da preferência do parlamentar carioca, que já tem os votos do PSL, partido do presidente Bolsonaro.
A dúvida maior está na eleição do novo presidente do Senado. A novidade fica por conta do senador Marcos do Val, da Rede do Espírito Santo, que vai requerer voto a descoberto já na instalação dos trabalhos. Sua tese tem respaldo popular: os eleitores têm o direito de saber em que candidatos seus senadores votarão para a presidência do Senado, cargo de vital importância no funcionamento da República.
Santa Catarina terá votos de três senadores. Esperidião Amin, do PP, é um dos pré-candidatos. Sua inscrição vai depender de novas articulações. Teria chances se fosse para o segundo turno com Renan Calheiros. Jorginho Mello, do PR, já declarou voto em Amin, prestigiando o catarinense. E Dário Berger, do MDB, não abriu o voto, mas tudo indica que fecha com Renan Calheiros. Há quatro anos, mesmo tendo garantido voto em Luiz Henrique, teria votado em Renan Calheiros, registro que os emedebistas lamentam até hoje.