A liberação de crédito à micro e pequena empresa melhorou um pouco, mas segue difícil. Por isso, até o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) foi acionado pela Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedor Individual do Estado (Fampesc). O procurador-geral do MPSC, Fernado Comin, ouviu as queixas e recomendou que bancos emprestem ao segmento.
O alerta levado pela Fampesc ao MPSC se refere à demora e restrições por parte de bancos para liberar recursos dentro do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronanmpe). O objetivo é oferecer capital de giro para o segmento sobreviver diante dos impactos negativos da pandemia.
O procurador-geral discutiu o assunto com representantes do Centro de Apoio Operacional do Consumidor e da 29ª Promotoria de Justiça de Florianópolis. A promotoria abriu inquérito civil n. 06.2020.00002842-9 e enviou recomendação aos bancos Bradesco, Itaú e Banco do Brasil para que cumpram o que determina a lei do programa. O objetivo é que o dinheiro chegue a quem interessa, isto é, aos empreendedores afetados pela crise do novo coronavírus.
A baixa oferta de crédito às pequenas empresas é uma das maiores preocupações de parte dos economistas e analistas de mercado durante essa crise da pandemia. Isso porque se o país deixar milhares de micro e pequenas empresas morrer, será muito mais difícil retomar o crescimento econômico no rimto desejado quando a crise da pandemia passar.
