A última edição do Ranking Covid-19 dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) considerando nove indicadores, trouxe Santa Catarina no primeiro lugar entre os 19 estados brasileiros avaliados, com nota 20,41. Quanto menor a nota, melhor o desempenho. Na sequência estão o Rio Grande do Sul com 27,29 e o Amapá, com 28,24. Nas piores posições do ranking estão o Pará, com 55,00, Rio de Janeiro com 49,76 e Roraima, com 48,44.
Entre os indicadores considerados pelo CLP estão a proporção de casos confirmados, evolução dos casos, percentual de mortes frente ao total de casos confirmados, mortes acumuladas por dia, e evolução de casos por IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Considera também índice de transparência da Covid-19 pela Open Knowledge Brasil, percentual de isolamento social do Google e indicadores da Fiocruz para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Na avaliação do governador Carlos Moisés, as razões principais que levaram a esse resultado foram o isolamento social desde o início da transmissão comunitária e medidas preventivas frente às atividades com maior presença de pessoas, como o transporte público. Ele citou também a ampliação do número de leitos de UTIs para tratamento de Covid-19 no Estado.
A boa posição de Santa Catarina no enfrentamento dessa pandemia, como tem chamado atenção por diversos indicadores, está muito ligada ao empenho da população catarinense, das suas instituições e empresas. Uma parcela expressiva dos catarinenses segue cuidando da própria saúde e também da saúde coletiva ao não sair de casa quando não é necessário e ao usar barreiras protetivas como máscaras, álcool gel e lavagem de mãos, entre outras medidas.
O Estado evoluiu bem até agora. Bom seria se pudesse perseguir resultados de países que estão muito melhor ou até o exemplo da Nova Zelândia, que festejou nesta segunda-feira a erradicação do novo coronavírus. Lá, o vírus chegou no final de fevereiro. O país, que tem apenas 5 milhões de habitantes, fez sete semanas de quarentena rígida e 75 dias de isolamento. Do jeito que evoluem os casos em SC e com o risco de crescimento da insidência com a volta do transporte coletivo, ainda estamos longe de repetir a festa neozelandesa.
Confira as notas estaduais do ranking do CLP que considerou dados que antecederam 03 de junho.

